‘Caso Flávio’: Defesa de Alejandro Valeiko explica laudo pericial da PC

“No entendimento da defesa, o que mais está prejudicando é não termos acesso a todo o conjunto de provas que foi produzido durante as investigações e que pode servir para a defesa corroborar a inocência de Alejandro”

Manaus – Defesa de Alejandro Valeiko se pronunciou na manhã desta sexta-feira (30) sobre o laudo da perícia do Caso Flávio que inocenta e confirma que Alejandro não teve qualquer participação na morte do engenheiro Flávio dos Santos e na tentativa de homicídio de Elielton Magno Junior.

Em coletiva de imprensa virtual, representando a defesa de Alejandro Valeiko, o advogado Renato Marques Martins destacou informações contidas no laudo pericial que retiram qualquer participação de Alejandro Valeiko na morte do engenheiro Flávio Rodrigues.

A reportagem do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) questionou a defesa se a demora de mais de um ano para a entrega do laudo pericial, prejudicou Alejandro Valeiko, já que o mesmo encontra-se com tornozeleira eletrônica.

“No entendimento da defesa, o que mais está prejudicando é não termos acesso a todo o conjunto de provas que foi produzido durante as investigações e que pode servir para a defesa corroborar a inocência de Alejandro. Então, a demora da elaboração desse laudo prejudica a defesa. Não tivemos acesso a quebra desse sigilo telefônico para entender quem ligou para quem, onde estava cada um e de todas as provas que seriam importantes”, explicou.

De acordo com o advogado, consta no depoimento de todos uma mesma versão com pequenas divergência, até porque todos estavam em uma reunião entre amigos. “Esse laudo de reprodução simulado dos fatos, tenta reproduzir o que aconteceu no dia do crime com base nos elementos de prova que foram colhidos na investigação e principalmente, por meio do depoimento de quem estava no local e podem explicar melhor a dinâmica de como ocorreu”, explicou.

Ainda segundo o advogado, os peritos comparam o que foi dito em depoimento e o que foi coletado de provas periciais. “Foram feitos vários exames periciais, não só na casa do Alejandro, mas também no terreno aonde o corpo do engenheiro Flávio foi encontrado e também no carro de um dos acusados. Enfim, os peritos colocam todos esses elementos de provas juntos, comparam e organizam para tentar mostrar como as coisas podem ter acontecido. O processo é um método de reprodução da realidade, o processo tenta fazer prova daquilo que aconteceu no passado. Essa prova, ela não é feita só por testemunhal, mas também pericial”, explicou.

“Temos nessa investigação uma ampla gama de provas, não só depoimentos, mas prova pericial, quebra de sigilo telefônico, busca e apreensão, entre outros”, ressaltou o advogado que também informou que a defesa está com dificuldade de acessar todas as provas contidas no Caso Flávio.

Elielton Magno Junior, que estava na reunião entre amigos, foi ferido com dois golpes de faca na tentativa de sair da casa quando avistou dois homens – ex-soldado Mayc Parede e o PM Elizeu da Paz – entrando na casa encapuzados e armados. Segundo o advogado, o laudo mostra que aquilo que Alejandro falou desde o primeiro momento foi confirmado e também traz, depoimento de Eleiton Magno confirmou a versão dos fatos de Alejandro Valeiko.

“O próprio Elieton Magno que é uma das vítimas deste crime, que levou feridos a facadas, mas conseguiu fugir. Ele confirma o depoimento do Alejandro de que eles estavam na casa do Alejandro quando invadiram a casa, uma pessoa usando balaclava e empunhando uma arma. Enfim, ele tentou fugir, correu para fora da casa e foi surpreendido por uma pessoa e que só percebeu eu que levou facada quando chegou na guarita do condomínio e os porteiros viram que ele estava sangrando. Então, não há qualquer razão para Elieton Magno que é uma das vítimas ter inventado essa história”, relatou.

O advogado esclareceu mais uma vez que o PM Elizeu da Paz tinha entrada liberada no condomínio já que fazia a segurança de Alejandro e ia constante ao local. O PM Elizeu da Paz e o ex-soldado Mayc Parede estão presos acusados de homicídio triplamente qualificado pela morte do engenheiro Flávio Rodrigues e por tentativa de Homicídio de Elieton Magno.

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