Homens são presos por estupro de vulnerável em Manaus

Um homem de 42 anos foi preso por abusar da enteada e um indígena venezuelano foi preso por estuprar a filha adolescente de 12 anos

Manaus – Um homem de 42 anos e um indígena venezuelano foram presos na manhã desta quarta-feira (07), durante uma operação da Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA), nos bairros Crespo e Tarumã, zonas sul e oeste de Manaus.

De acordo com a delegada titular da Depca, Joyce Coelho, a primeira prisão foi o cumprimento de um mandado por condenação por 14 anos de reclusão, de um estupro que ocorreu no ano de 2017, em que o homem de 42 anos abusou da enteada que morava com ele e a mãe.

A delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA) (Foto: Renê Silva / GDC)

O segundo caso foi uma prisão provisória, já que o pai de uma adolescente indígena de 12 anos, a estuprou no fim do mês de março, onde a menina ficou grávida de 20 semanas. Eles viviam em um abrigo compartilhado para imigrantes no bairro Tarumã e por isso foi pedido a prisão preventiva.

“Por ele viver em um local compartilhado, vimos o perigo que era perigoso o acusado responder em liberdade, por poder cometer o crime com outras menores. A adolescente demorou para nos revelar algo, dava depoimentos contraditórios, mas após passar pelo procedimento de aborto, que é permitido por lei nestas situações, ela contou para a cuidadora que o próprio pai cometeu o crime”, disse.

As investigações em torno do caso continuam e agora, será feito a comparação genética do feto com a do pai da adolescente. A delegada também ressaltou a importância das pessoas que não fazem parte do contexto familiar da vítima, também terem coragem em denunciar e a proteger as crianças e adolescentes da capital.

“Muitas vezes os familiares querem resolver entre si, muitas vezes querem proteger o ente querido e acaba deixando a vítima ali do lado, sofrendo. As vezes até não se importando e até minimizando os efeitos desse abuso. Por isso é importante fazer a denúncia”, afirmou a delegada Joyce Coelho.

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