Dois peritos devem depor no segundo dia do julgamento do Caso Sotero

Os peritos fazem parte da assistência técnica de defesa e acusação

Manaus – O julgamento do processo que tem como réu o delegado de polícia Gustavo de Castro Sotero chega ao segundo dia, nesta quinta-feira (28), no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro São Francisco, zona centro-sul. O réu é suspeito de ter matado a tiros o advogado Wilson Justo Filho, no dia 25 de novembro de 2017, em uma casa noturna, na zona este da capital.

(Foto: Divulgação/TJAM)

Até às 10h30, quatro pessoas foram ouvidas como testemunhas no caso. Entre elas, um policial militar que atendeu a ocorrência no dia do crime, uma mulher que estava na festa, um funcionário da casa noturna e Alexandre Mascarenhas, amigo de Wilson Justo.

A previsão é que sejam ouvidas, nesta quinta-feira, seis testemunhas e dois peritos que fazem parte da assistência técnica de defesa e acusação.

No primeiro dia do julgamento, na quarta-feira (27), foram ouvidas oito pessoas, entre elas Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (viúva de Wilson), Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza, que foram vítimas dos disparos que saíram da arma do delegado.

Além deles, testemunharam, também, o proprietário e o chefe da segurança da casa noturna, uma policial militar que atendeu a ocorrência no dia do crime e um policial civil que levou a arma usada pelo delegado para ser periciada. Um policial responsável por atender a uma ocorrência, em 2014, no qual o delegado se envolveu em um acidente de trânsito, também foi ouvido no julgamento.

Para o promotor de Justiça e representante do Ministério Público do Amazonas (MPE), George Pestana, que atua na acusação, o primeiro dia de julgamento foi satisfatório, pois os depoimentos culminaram para o que é “a verdade fática”.

“Hoje, a gente espera continuar mostrando a verdade, sem manipulação de vídeo, sem cortar só o trecho do vídeo que interessa. Trabalhar com a verdade, mostrando tudo o que precisa ser mostrado e não apenas o que interessa para determinado fragmento”, disse.

Já o advogado de defesa de Sotero, Cláudio Dalledone Júnior, acredita que o primeiro dia de julgamento deixou “marcas severas na acusação”, o que ele afirma ser um saldo positivo.

“Até o final do julgamento, isso pode mostrar as vísceras no Caso Sotero, por exemplo, o que ficou muito acentuado ontem, foi o medo, pavor e pânico, por conta da influência política que o Wilson Justo tinha. A Fabíola entra em muitas contradições. O saldo é positivo, mas não é pra defesa, é pra verdade”, afirmou.

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