Exame descarta existência de pólvora nas mãos de adolescente morto no Santo Antonio

Conforme a PM, o exame realizado pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) não constatou a existência de pólvora nas mãos da vítima

Manaus – Em coletiva de imprensa realizada no fim da tarde desta sexta-feira (26), no Comando-Geral da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Petrópolis, zona sul da capital, representantes da PM falaram sobre as investigações realizadas sobre o homicídio de Hering Silva Oliveira, 15, que morreu na noite desta quinta-feira (25), em uma troca de tiros com policiais militares. Conforme a PM, o exame realizado pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) não constatou a existência de pólvora nas mãos da vítima.

A família do adolescente informou suspeitar que o tiro que matou Hering foi disparado por policiais militares da 5ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

Ainda conforme familiares da vítima, Hering e os amigos avistaram os policiais e correram, quando o adolescente foi atingido com um tiro nas costas.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Carlos Malom, não foi constatado indícios de pólvora ou chumbo nas mãos do adolescente.

“Os peritos coletaram as amostras da mão da vítima, que foram levadas ao laboratório e examinadas. Na mão esquerda e direita, o exame para constatação de pólvora deu negativo”, explicou.

Conforme o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Amadeu Soares, um Inquérito Policial foi instaurado para investigar os policiais militares envolvidos no caso.

De acordo com o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Ivo Martins, o depoimento dos PMs envolvidos no caso, de que haveria uma reação por parte do adolescente, foi anulado após as investigações.

“O depoimento dos PMs, de que foram recebidos pela vítima a tiros, cai por terra. Isso não condena de imediato os policiais, só reforça a necessidade das investigações prosseguirem. Outra pessoa pode ter atirado (nos PMs), e não há como concluir nada agora. Não podemos tirar nenhuma conclusão de maneira antecipada”, explicou o delegado.

Conforme a PM, ao final das investigações, será determinado se haverá ou não processo administrativo disciplinar com relação aos PMs.

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