Grupo que explodia cofres era rápido nas execuções, diz polícia

Ao todo, seis homens foram presos por explodirem cofres em postos de combustíveis. Investigações iniciaram após o primeiro caso, no dia 8 de julho

Manaus – No fim da manhã quinta-feira (30), a Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) e o Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) deram mais detalhes sobre as cinco prisões em flagrante que ocorreram durante a madrugada em um posto de combustíveis na Avenida Constantino Nery, além do cumprimento de um mandado de prisão temporária de um sexto envolvido.

Foram presos Deivid Gilberto de Souza Costa, 22, Caio Fábio Artur de Queiroz, 25, Janderson Campos Souza, 26, Rainer da Silva Maia, 26, e Eduardo Jordan Branches Barros, 28. Werison Souza de Oliveira, 33, foi preso temporariamente em outro local, não mencionado pela Polícia Civil.

Prisões aconteceram durante ação da Derfd e do Grupo Fera (Foto: Yago Frota/Divulgação)

De acordo com o delegado da Derfd, Aldeney Goes, as investigações iniciaram logo após o registro do primeiro caso, no dia 8 de julho, quando o alvo foi o cofre de um posto de combustíveis no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. Ele explicou que a Especializada não forneceu nenhuma informação anteriormente por conta das investigações.

“Estávamos investigando em sigilo, para que pudéssemos capturar todo o grupo. Então conseguimos reunir elementos e chegar até os suspeitos. Com isso conseguimos nos antecipar e, com ajuda do Grupo Fera, montar o cerco para eles, ou seja, conseguimos ficar um passo a frente deles. Agimos ‘cirurgicamente’ e, desta forma, não demos oportunidade para eles efetuarem os disparos”, explicou o delegado.

Coordenador do Grupo Fera, o delegado Juan Valério explicou que a equipe especial da Polícia Civil recebeu informações da inteligência da Derfd, e concluiu que o grupo era muito rápido nas execuções e que a ação policial deveria ser estratégica.

“Nossa preocupação era chegar de maneira célere e efetiva para que eles não tivessem tempo de reação: tanto para jogar o artefato explosivo, fugir ou detoná-lo em local inadequado e causar uma reação em cadeia, por se tratar de um posto de gasolina e gás natural, causando um dano para eles mesmos, nossa equipe e inocentes. Outra preocupação era que fizessem refém, já que também estavam armados. Conseguimos neutralizá-los de maneira exemplar”, ressaltou.

Alguns dos seis presos já são velhos conhecidos da polícia. Caio, Deivid, Eduardo, Janderson e Rainer possuem passagem por roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Agora, eles serão indiciados por roubo majorado, adulteração de sinal identificador de veículo e quadrilha armada. Já Werison responderá por roubo majorado.