Homem agride companheira que estava de resguardo há duas semanas

A ocorrência foi registrada na manhã desta segunda-feira (09) na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECM)

Manaus – Um vigilante de 32 anos agrediu a companheira que estava de resguardo de apenas duas semanas. Segundo a vítima as agressões aconteceram por volta das 4h desta segunda-feira (09), na residência em que eles moravam, no Loteamento Parque das Graças, no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus.

A dona de casa de 33 anos relatou que o homem chegou em casa embriagado e que tinha consumido entorpecentes, e estava com as roupas sujas. A vítima estava fazendo a bebê dormir, quando o homem pediu para ela servir comida para ele, mas ela informou que estava ocupada cuidando da criança. Foi nesse momento que o agressor  ligou a televisão e aumentou o volume no máximo, depois partiu para cima dela e começou a agredir a mulher assim que ela deixou a recém-nascida na cama.

A vítima foi encorajada a realizar a denúncia contra o agressor logo após ele rejeitar a paternidade da criança (Foto: Divulgação)

“Ele me deu um empurrão. Ele estava com a chave da moto e me acertou. Acertou meus braços, minhas costas e falou para mim que eu ia me arrepender. Só vivia me ameaçando me chamava de tudo quanto é nome ruim, e eu não faço nada, eu sempre respeitei ele, nunca traí. Eu sempre deixei as minhas amizades, minha família. Eu briguei com o meu pai, eu disse que ele não ia fazer isso comigo e olha só onde eu estou”, contou a vítima.

Depois de ter sido agredida pelo vigilante, um dos pontos da cirurgia cesariana da mulher acabou abrindo, por isso teria que voltar à maternidade para receber os devidos curativos. Ela relatou que desde o início da gravidez o homem rejeitava a paternidade da criança, o que deixou a vítima mais encorajada para realizar uma nova denúncia contra o homem.

“A primeira vez que eu o denunciei, eu estava com seis ou sete meses, por aí. Ele me ameaçou com faca, puxou a faca para mim, me deu um empurrão, eu só não caí porquê eu segurei na porta, senão eu tinha caído. Sempre que ele chegava bêbado, ele gritava ele brigava, me xingava de tudo quanto jeito. Quando eu estava grávida, ele mandou eu jogar a bebê no lixo, porque ele não queria”, desabafou a dona de casa .

A mulher é mãe de mais dois filhos, do antigo casamento, e ela relatou que certa vez o homem chegou a agredir a filha dela mais velha, uma adolescente de 16 anos, com um soco na barriga, e mesmo assim perdoou as agressões e aceitava ele de volta à residência que os pais dela ofereceram para que eles morassem.

Bastante debilitada, fazendo o uso de uma cadeira de rodas, a dona de casa compareceu à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECM), na manhã desta segunda-feira (09), e registrou o Boletim de Ocorrência (B.O) contra o vigilante, e depois foi ao Instituto Médico Legal para fazer o exame de corpo de delito, para seguir com o processo de medida protetiva.

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