Homem é investigado por estupro de enteada e filha

A denunciante disse à polícia que também foi abusada pelo suposto agressor quando ainda era criança e que a violência continuou até ela ter em torno de 20 anos. Ela relatou que tem quatro filhos do padrasto e que o homem seria pai da criança que sofreu o estupro

Manaus – Uma mulher de 29 anos denunciou o padrasto, um homem de 65 anos, por ter estuprado a filha dela de 11 anos. A criança contou a mãe que o idoso passava as mãos em suas partes íntimas. A denunciante disse à polícia que também foi abusada pelo suposto agressor quando ainda era criança e que a violência continuou até ela ter em torno de 20 anos. A vítima relatou que tem quatro filhos do padrasto e que o homem seria pai da criança que sofreu o estupro.

As identidades da mulher e do idoso foram preservadas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), onde o caso foi registrado, na tarde desta segunda-feira (29).

O caso foi registrado na Depca, que continuará investigando o crime (Foto: Jimmy Geber)

De acordo com informações da Polícia Civil, o estupro da criança aconteceu na noite de 15 de novembro de 2018, na comunidade Nova Esperança, bairro Centro, zona sul da capital. Segundo relatos da mulher, a filha de 11 anos, vítima do estupro, morou durante um período de tempo com o suposto agressor, em um barco que pertence a ele. “Eu tive que sair de casa e deixei dois filhos com ele, sendo que a menina era um deles”, relatou.

Segundo a mulher, os quatro filhos, três meninos e uma menina, têm 17, 14, 11 e sete anos de idade. A vítima teria conseguido se desvincular dos abusos cometidos pelo padrasto quando tinha cerca de 20 anos de idade, mas relatou que sofreu constante violência física e psicológica por parte do padrasto. “ Ele me ameaçava muito. Eu não saía para nenhum canto e nem namorava com ninguém. Se eu saísse para algum lugar, eu apanhava quando chegava em casa”, disse.

A Delegacia Especializada em Proteção a Criança (Depca) solicitou exames de conjunção carnal para comprovar se houve a consumação do estupro da menor e informou ainda que continuará investigando o caso.