Jovem de 18 anos é atingida por tiro na nuca disparado por PM durante blitz

A informação que chegou até a família é que houve uma discussão entre o piloto da motocicleta e o sargento da PM, que atirou contra o casal, após eles seguirem viagem na motocicleta

Manaus – A universitária Thalia Nascimento Oliveira, 18, foi morta com um tiro na nuca, durante abordagem em uma blitz da Polícia Militar, no município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros a nordeste de Manaus). O crime aconteceu por volta das 5h deste domingo (18). O disparo foi efetuado por um sargento da Polícia Militar (PM) identificado Rosivaldo Oliveira.

Conforme informações do irmão da vítima, Thalison Oliveira, 26, a jovem chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu ainda no local. A vítima voltava de uma festa em um posto de combustíveis, na companhia de um amigo, que pilotava a motocicleta, quando foram abordados em uma blitz de policiais militares de Rio Preto da Eva. A identidade do rapaz não foi divulgada.

A vítima voltava de uma festa em um posto de combustíveis, na companhia de um amigo (Foto: Divulgação)

Segundo Thalisson, a informação que chegou até a família é que houve uma discussão entre o piloto da motocicleta e o sargento da PM, que atirou contra o casal, após eles seguirem viagem na motocicleta. O tiro atingiu a cabeça da mulher.

“O policial disse que atirou para cima. Mas como ele atirou para cima se o tiro acertou a nuca da minha irmã? Ele não vai sentir a dor que a família está sentindo, mas esperamos que ele pague na justiça”, disse o irmão da vítima.

O sargento que efetuou o disparo foi detido na delegacia do município. Ainda de acordo com o irmão de Thalia, a vítima estava no primeiro período do curso de psicologia, em uma faculdade particular em Manaus. O velório e enterro da vítima serão realizados em Rio Preto da Eva.

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que o caso “será apurado pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), que instaurou procedimento administrativo contra o militar, esclarecendo ainda que também responderá a Inquérito Policial Militar (IPM) com o imediato afastamento de suas funções até a conclusão dos procedimentos judiciais cabíveis”.

*Matéria atualizada às 14h41