Laudo do IML diz que soldado do exército não sofreu tortura

Família contesta e afirma que o laudo, divulgado no último dia 28 de agosto, não cita as agressões físicas, apenas a entrada e saída do projétil

Manaus – Familiares do soldado do 7º Batalhão de Polícia do Exército, Jhonata Corrêa Pantoja, 18, morto com um tiro, no dia três de agosto, dizem que laudo de exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) está inconclusivo.

Jhonata Corrêa Pantoja (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo o tio do soldado, Valdionor Maciel, o laudo, divulgado no último dia 28 de agosto, não cita as agressões físicas, apenas a entrada e saída do projétil.

“O legista do IML ele fez apenas a perícia interna e não a externa, essa que para nós interessava, porque ela ia mostrar as perfurações pelo braço, pernas e costas, as perfurações na cabeça, isso que estamos pedindo, um laudo esclarecedor”, explicou o familiar.

A família informou que o laudo emitido pelo Hospital e Pronto-socorro 28 de Agosto, constava que na vítima havia escoriações, machucado pelas costas e muitos hematomas. Maciel teve acesso ás informações por meio da Assistência Social.

“Quando foi agora saiu o resultado do IML, dizendo que só foi a perfuração, e que ele morreu devido o projétil, mas nós fomos questionar de novo, no 28 de agosto, na assistência social e laudo não estava mais lá, nos explicaram que isso acontece quando a pessoa morre, só que o sistema você alimenta e fica tudo salvo”, destacou Maciel”

Em nota, o IML informou que não foram identificadas lesões de suposta agressão física.

“A forma como o corpo foi recebida está documentada em fotografias. As imagens que circulam na internet, que são diferentes das imagens do corpo no Instituto Médico Legal, foram retiradas quando o corpo já tinha deixado as dependências do IML para o processo de preparação para ser velado”, dizia a nota.

Após divulgação do laudo, o Comando Militar da Amazônia (CMA), se pronunciou por meio de nota, e informou que o encarregado do Inquérito Policial Militar (IPM) já teve acesso ao laudo.

O CMA destacou ainda, que o Inquérito Policial é um processo sigiloso e será entregue no prazo de 40 dias, prorrogáveis por mais 20 dias.

Anúncio