Mais de 3 mil medidas protetivas foram solicitadas para mulheres vítimas de violência no AM

A delegada Débora Mafra explica que a medida é um instrumento para distanciamento do agressor e preservação da integridade física das vítimas

Manaus – Nos seis primeiros meses do ano, 3.192 medidas protetivas foram deferidas pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A delegada responsável pela unidade do Parque 10, Débora Mafra explica que a medida é um instrumento para distanciamento do agressor e preservação da integridade física das vítimas.

Delegada da especializada em Crimes Contra a Mulher, Débora Mafra (Foto: Divulgação/PC)

Mafra ressalta que a aproximação de ambos, mesmo com o consentimento da vítima, pode gerar a prisão em flagrante do agressor, visto que a medida protetiva está sendo descumprida. Para reatar o relacionamento, é preciso pedir na Justiça a suspensão.

Assim como a violência contra a mulher é ampla e têm muitos ciclos, existem diversos mecanismos que colaboram para que as vítimas estejam protegidas dos seus agressores, explica a delegada. Uma delas é a Casa Abrigo, que recebe a mulher, se ela não tiver para onde ir, até que as medidas protetivas sejam deferidas pelo juiz. O prazo para atendimento da notificação é de 48 horas.

“A importância da medida protetiva é assegurar à vítima a ausência da violência, retirá-la da violência com garantia. Na verdade, também está combatendo tanto a violência como o feminicídio, porque se você deixar a vítima junto com o agressor, pode ser muito grande o risco de ela ser morta”.

Denúncias

Em casos de violência contra a mulher, ligue para 181. Nas situações de emergência ligue para o 190.