Médico provoca aborto em adolescente com quem mantinha relação extraconjugal no AM

Segundo informações, o médico cirurgião é casado e, após constatação da gravidez, dopou a jovem e com as mãos, manipulou o útero da adolescente

Manaus – Um médico foi exonerado de suas funções após dopar e realizar procedimento para provocar aborto em uma adolescente de 17 anos com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. O caso aconteceu no município de Tonantins no Amazonas.

Segundo informações, o médico cirurgião é casado e suspeitou que a adolescente de 17 anos com quem mantinha um relacionamento extraconjugal estava grávida e a levou para casa dele, onde realizou um exame de ultrassonografia com aparelho portátil de ultrassom que confirmou a gestação. Após o exame de ultrassom, ele dopou a jovem e com as mãos, manipulou o útero da adolescente causando um forte sangramento.

A adolescente de 17 anos acordou e percebeu mancha de sangue, mas o médico disse para ela que seria um cisto. Ao chegar em casa, o sangramento não parava, então ela procurou uma unidade de saúde que comprovou a realização de um aborto. No hospital, a adolescente passou por curetagem, procedimento médico utilizado para a raspagem da cavidade uterina para retirar os restos placentários de um aborto.

O médico confirmou que realizou o exame de ultrassonografia, mas negou que tenha doado e feito o aborto. Segundo ele, a jovem perdeu o bebê de forma natural, através de deslocamento de placenta.

De acordo com o escrivão Mauro Barreto de Sá, gestor da 54ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município de Tonantins (distante 865 quilômetros de Manaus), foi efetuado um Boletim de Ocorrência (BO) pela tia da adolescente de 17 anos, com quem possivelmente o médico cirurgião tinha um relacionamento amoroso.

Ainda segundo informações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), já foi iniciado as investigações e aos trabalhos de oitivas da vítima de 17 anos. “Constatou-se que a mesma está positivada para o Covid-19. Por esse motivo, a mesma deverá ser ouvida após o período de quarentena. As diligências em torno do caso continuam e mais informações não poderão ser repassadas para não interferir nos trabalhos policiais”, informou o gestor do 54ª DIP.

O GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM) que informou ter conhecimento do assunto há pouco tempo. “Estamos aguardando a Polícia encaminhar a denúncia para saber se o médico é da jurisdição deste Conselho e tomar as providências cabíveis”, consta na nota que aguarda o nome e CRM do médico cirurgião envolvido no caso.

Segundo informações, a adolescente de 17 anos continua internada no hospital de Tonantins, por conta do procedimento de curetagem e por ser diagnosticada com Covid-19.

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