Membro da FDN preso na Colômbia é sobrinho do traficante ‘Curica’, diz jornal

A imprensa colombiana repercutiu a prisão dos traficantes, que ocorreu na última segunda-feira. Um dos presos é parente de um dos maiores traficantes internacionais de cocaína no Brasil

Manaus – Gregorio Graça Alves, o ‘Mano Greg’, de 30 anos, preso na Colômbia, junto com Alfonso Celso Caldas de Lima, como membros da facção criminosa Família do Norte (FDN), é o sobrinho do famoso traficante de drogas Antonio da Mota Graça, conhecido como ‘Curica’, acusado de dirigir a mesma estrutura ilegal e de tráfico de drogas na fronteira com o Brasil, ao longo do Rio Amazonas. A informação é do jornal colombiano El Espectador.

Mano Greg (Foto: Divulgação/PF)

Considerado um dos maiores traficantes internacionais de cocaína no Brasil, o amazonense ‘Curica’ foi preso, em 2002, dentro de uma agência bancária do bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), onde ele estava morando havia 20 dias. Oito policiais federais – dois do Amazonas e seis de Pernambuco – participaram da ação.

Condenado a 10 anos de reclusão por tráfico de drogas em Ponta Porã (MS), ‘Curica’ estava em liberdade condicional. A Justiça Federal do Amazonas decretou a prisão preventiva dele devido ao processo-crime que ele respondia por formação de quadrilha e tráfico internacional de 793 quilos de cocaína para Portugal. A droga estava acondicionada em 19 tambores de óleo.

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Segundo o superintendente regional da Polícia Federal (PF), em Pernambuco, à época, Wilson Damázio, ‘Curica’ estava implantando um centro empresarial na praia de Boa Viagem, em Recife, uma empresa de importados que, suspeitava-se, iria servir de fachada para uma base de tráfico internacional de cocaína.

Mota Graça nasceu em Benjamin Constant, no Amazonas, fronteira com a Colômbia e, por muito tempo, segundo a PF, representante dos cartéis colombianos no Brasil.

Segundo o jornal colombiano, Alfonso Celso Caldas de Lima e Gregorio Graça Alves, fugitivos da Justiça brasileira, chegaram ao País para estabelecer vínculos com organizações ilegais na área do Magdalena Medio para assumir a produção de cocaína. Eles eram procurados pela polícia internacional (Interpol). Os dois foram capturados em uma fazenda localizada na área rural de Puerto Boyacá (Boyacá ) pelo Ministério Público Geral e pela Gaula de Cundinamarca.

Alfonso é condenado a 24 anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas. Ele foi capturado em fevereiro de 2016 com 70 quilos de cocaína. Caldas fugiu da prisão em Manaus e, em 2 de maio de 2016, com outros 38 presos através de um túnel de 11 metros.

A imprensa colombiana também divulgou vídeos da prisão dos dois, na Colômbia; assista

https://youtu.be/qzSlhvERwRA

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