Moradores da Compensa fazem manifestação após morte de jovem; veja vídeo

Na manifestação, os presentes pediam por justiça pela morte do jovem, que chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos, após ser atingido por disparos de arma

Manaus – Uma manifestação aconteceu na Avenida Brasil, na manhã desta quarta-feira (6), no bairro Compensa, zona oeste, após a morte de um morador da região, identificado como Guilherme Protázio, de 18 anos, por conta de uma suposta intervenção policial realizada na madrugada desta segunda-feira (5).

Na manifestação, os presentes pediam por justiça pela morte do jovem, que chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. Um familiar dele, identificado como Júnior, que também foi atingido pelos disparos, segundo a família, está sofrendo ameaças.

“Além de estarmos sofrendo, queremos fazer justiça por ele. Não é por morarmos no beco que somos vagabundos. Meu cunhado está sendo ameaçado dentro do hospital, sendo escoltado, falam que ele está bem, mas a gente não pode nem ver ele”, disse uma manifestante.

De acordo com um dos membros da família, as redes sociais mostraram vídeos de Guilherme sendo levado do local. “Meu primo não era bandido, tem vídeo dele sendo arrastado igual cachorro e colocado no camburão”, revelou ela

Ainda segundo a família, o jovem estaria distribuindo chocolates quando um policial supostamente teria se aproximado de Guilherme, abraçando-o – de uma forma a abafar o disparo, e atingiu a vítima. O cunhado da vítima, Júnior, também foi baleado enquanto tentava evitar os disparos.

Guilherme ainda foi socorrido e levado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, mas não resistiu aos ferimentos. Já o cunhado da vítima segue internado no Hospital e Pronto Socorro (HPS) 28 de agosto, zona sul. De acordo com a mãe da vítima, Guilherme não tinha passagem pela polícia.

O clima no local ficou afetado pois segundo os manifestantes, o policial, que supostamente teria feito os disparos, teria comparecido na manifestação com os presentes chamando-o de assassino.

De acordo com a polícia, a presença da equipe no ato foi porque a via havia sido fechada sem aviso, afetando o direito de ir e vir de outros moradores, controlando a situação na região.

Versão da polícia

Os policiais relataram que foram recebidos no local a tiros por cinco membros dentro do beco, com os mesmo respondendo aos disparos, com Guilherme sendo uma das vítimas. A família nega essa versão.

Ainda segundo os policiais que estiveram presentes no ato, as ameaças relatadas pela família não possuem procedência. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local, após os moradores atearem fogo em objetos naquele trecho da Avenida Brasil, e as chamas apagadas. Assista:

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