Morto com bilhete ‘estuprador é sal’ foi vítima de latrocínio na Redenção, confessa garçom

O bilhete foi deixado pelo criminosos, no início deste mês, para despistar a polícia. Dupla disse que praticou o crime para ir à rave; um segue foragido

Manaus – O garçom Júlio César Ferreira, conhecido como ‘Tumpex’, 22, e o vendedor ambulante João Victor Andrade Ferreira da Silva, o ‘Banana’, 19, foram presos pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), suspeitos de envolvimento no latrocínio – roubo seguido de morte – de Vinicius Garcia de Siqueira, de 39 anos. O corpo da vítima foi encontrado, no último dia 3, dentro do apartamento onde ela morava, na Redenção, zona centro-oeste, com um bilhete escrito “estuprador é sal” que, segundo a polícia, foi usado para atrapalhar as investigações.

Dupla será levada para o CDPM (Foto: Reprodução/Natasha Pinto)

De acordo com o titular da DEHS, delegado Juan Valério, um terceiro suspeito, identificado como Antônio Marcos Moura Lisboa, está foragido. O delegado explicou que o crime foi motivado porque os três queriam participar de uma rave, um festival de música alternativa, e eram amigos da vítima.

“Primeiramente eles queriam cometer o furto, onde colocaram um medicamento para dopar a vítima e cometer o ato. Só que o efeito do remédio passou e o Vinicios acordou e, para contê-lo, Júlio César e João Victor o imobilizaram, enquanto o Marcos o enforcava com um fio de computador”, disse.

O delegado também disse que depois que os três mataram e roubaram pertences como video-game, jogos, HD’s e televisão, eles pegaram a quantia de R$ 60 e foram comer em um lanche.

Um dos presos, Julio César, disse à reportagem que ele e João Victor não queriam matar o amigo, que tudo foi ideia de Marcos, principalmente do bilhete que foi deixado um dia depois da morte.

“Estávamos jogando futebol no Hiléia, quando o Marcos chegou e disse para colocarmos esse bilhete, então eu disse junto com o João que não tínhamos condições de voltar lá. Foi tudo ideia dele, eu já tinha dinheiro para ir pra rave, ele que não tinha”, contou.

O delegado Juan Valério pede a ajuda da população para que denunciem o paradeiro de Antonio Marcos Moura Lisboa pelo 190 ou pelo WhatsApp da unidade, (92) 98118-9535.

Anúncio