Mototaxista morre após ser atingido por caminhão e agredido com tampa de bueiro

Segundo a polícia, a suspeita dos agressores era de que ele estava praticando arrastão na área. Familiares acreditam que ele foi feito refém por um assaltante, que o obrigou a pilotar a moto

Manaus – O mototaxista Ramiro Ferreira de Souza Neto, 21, morreu, no último sábado (2), após a motocicleta que ele pilotava ter sido atingida por um caminhão, no Distrito Industrial, zona sul de Manaus, e, em seguida, ter tido a cabeça esmagada com uma tampa de bueiro por um grupo de pessoas. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o crime ocorreu por suspeita de que ele e outro homem estavam praticando arrastão na localidade. A versão foi contestada pela família. Familiares acreditam que ele foi morto após ser confundido com o bandido, que estava como carona.

Mototaxista morre após ser atingido por caminhão e agredido com tampa de bueiro (Foto: Jimmy Geber)

Conforme informações da PM, o crime ocorreu por volta das 15h30. Testemunhas informaram que Ramiro estava pilotando a moto e estava com o carona, quando o condutor de um caminhão, não identificado, viu o momento em que praticaram um assalto e saiu em perseguição.

Quando o caminhoneiro chegou na Avenida Cupiúba, bateu na motocicleta. A dupla, segundo a polícia, caiu da moto, sendo que o carona conseguiu fugir correndo enquanto Ramiro ficou caído no chão. Em seguida, segundo a PM, um grupo de pessoas acabou agredindo o rapaz com uma tampa de bueiro de concreto. A pancada atingiu a cabeça do mototaxista, que morreu no local.

Na manhã deste domingo (3), a mãe de Ramiro, a auxiliar de serviços gerais Francisca Tavares Reis, 50, afirmou que o filho não era envolvido em roubos. Ela disse que informações que repassaram a ela foi de que o filho estava como refém, com um homem que o abordou e o obrigou a pilotar para ele enquanto praticava assaltos.

“Só pode ter sido isso. Meu filho não era usuário de drogas e nem envolvido em roubos. Se vivesse, a polícia vivia na minha porta. Eu tenho um filho problemático, mas o Ramiro não era. Ele era um bom filho que, quando não tinha dinheiro, me pedia. Nunca o vi roubando nada”, disse ela.

De acordo com Francisca, a família vai procurar a polícia para que investigue o que de fato aconteceu. “Essa versão que nos contaram de que ele estava roubando é inaceitável. Isso tenho certeza”, disse a mãe, que acrescentou que a moto na qual ele estava era alugada para que trabalhasse como mototaxista.

Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) não foi encontrado nenhum processo em nome de Ramiro.

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