MP-AM pede prisão preventiva de policiais militares filmados agredindo homem, em Tefé

Os dois militares foram filmados agredindo um homem em um posto de combustíveis, em Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus), no início da manhã do último domingo (30)

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) informou que pediu, nesta quarta-feira (3), a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar (PM) Fabrício Roberto Vale e soldado da PM Geison Barros Batalha. Os dois militares foram filmados agredindo um homem em um posto de combustíveis, em Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus), no início da manhã do último domingo (30).

Conforme o MP-AM, o homem espancado é Júlio dos Santos Guedes e a agressão pode ter sido causada por motivo fútil. O MP-AM informou que a investigação iniciou quando receberam a informação de que os policiais, que estavam de folga e à paisana, agrediram a vítima, por meio de empurrões, chutes, pontapés e batidas com capacete.

Em depoimento ao MP-AM, testemunhas do crime afirmaram que a agressão aconteceu após Júlio ter tentado obter R$ 3 para completar a compra de uma caixa de cerveja. Conforme informou o MP-AM, com base no relato das testemunhas, os policiais recusaram a oferta, mas o homem insistiu. Em seguida, conforme o MP-AM, os policiais o xingaram e passaram a agredi-lo.

MP-AM informou que ouviu testemunhas da agressão (Foto: Raquel Miranda/GDC)

“A conduta dos representados gerou enorme comoção social e não é para menos, posto que analisando as declarações acostadas, a forma como as agressões foram realizadas, por duas pessoas, sendo que uma estava armada, sempre apontando a arma para a vítima e, estes, depois da agressão, sequer tentaram socorrer a vítima, mas voltaram a beber como se nada tivesse acontecido”, declarou a promotora de Justiça Fábia Melo Barbosa de Oliveira, autora da representação criminal.

De acordo com a promotora do MP-AM, o caso foi registrado por um cunhado do homem espancado. A promotoria obteve o vídeo das câmeras de segurança do posto de combustíveis, ouviu testemunhas, todos funcionários do estabelecimento; obteve fichas funcionais dos militares e fez encaminhamentos para o comando da PM em Tefé, Corregedoria-Geral da PM e Delegacia de Polícia do município. “Foi então que tivemos subsídios suficientes para pedir a preventiva”, conclui a promotora de Justiça.

Ao Grupo Diário de Comunicação (GDC) a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a Corregedoria Auxiliar da Polícia Militar instaurou uma sindicância para “apurar os fatos”. Na tarde desta terça-feira (3), conforme a SSP-AM, o advogado do homem espancado esteve na Corregedoria para registrar a denúncia contra os dois policiais militares.

** Matéria alterada às 15h55 para acréscimo de informações