Mulher denuncia abuso sexual de técnico de enfermagem durante atendimento em UPA

Ela estava com sintomas da Covid-19, procurou a unidade hospitalar e quando recebia atendimento, o técnico levantou uma das pernas da mulher e penetrou dois dedos na sua vagina

Manaus – Uma mulher de 33 anos, compareceu na tarde desta quarta-feira (04) no 20 Distrito Integrado de Polícia (Dip), para denunciar um suposto estupro cometido na madrugada do último domingo (01), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Campos Sales, no Bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. Ela estava com suspeitas de  estar infectada com a Covid-19, procurou a unidade hospitalar e quando recebia atendimento, um técnico de enfermagem teria abusado sexualmente dela.

(Foto: Marcos Lima/GDC)

Em depoimento, a mulher contou que no último sábado, se sentiu mal e estava com sintomas do coronavírus. Por se sentir fraca e não conseguir andar, solicitou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela então foi levada a Upa Campos Sales.

No local, ela disse que foi levada a Upa sala rosa e ficou lá com mais duas pacientes. Sua irmã, que a acompanhava, não pode entrar na sala, por conta dos procedimentos adotados com pacientes infectados pela Covid-19.

Por volta das 2h30 da madrugada de domingo, um técnico em enfermagem foi medica-la. Ele estava acompanhado de uma enfermeira. O técnico então puxou uma cortina para que os outros pacientes não o vissem é a tratou com muita educação. Quando a enfermeira deixou a sala, ele aplicou uma injeção no braço da vítima que ficou com o corpo fraco, não conseguia se mexer. Nesse momento, o técnico levantou uma das pernas da mulher e penetrou dois dedos na sua vagina.

No depoimento, a mulher contou que o homem era de pele morena, alto, cabelos negros e olhos castanhos escuros. No momento do ato ela estava consciente e pediu para ele parar. Mas ele disse que era um procedimento médico. O suspeito então teria colocado a mão dentro do macacão e a vítima ficou com receio que fosse introduzido o pênis e falou: “Para, eu vou gritar”.

Foi aí que o técnico em enfermagem então arrumou a roupa e o lençol da mulher e deixou a sala.

Quando ela se recuperou, pediu ajuda e dois médicos pediram para avaliá-la. Ela viu o suspeito e o acusou. Ele então disse que não tinha feito nada. Um dos médicos então chamou sete pessoas para a sala e disse: “Olha, não tem lesão alguma, não tem como”.

O caso agora vai ser investigado pelo 20º dip, que deve ouvir o técnico de enfermagem e o médico que atendeu a vítima para coletar mais informações para investigação do caso.

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