Onze armas de fogo são apreendidas durante segunda fase da operação Mamon

Armas estavam enterradas em uma casa no município de Autazes, no interior do Amazonas. Ao todo, 20 armas já foram apreendidas desde o início da operação

Manaus – A segunda fase da operação ‘Mamon’ foi deflagrada ao longo desta quinta-feira (8), no município de Autazes (distante 113 quilômetros a sudeste de Manaus), e resultou na apreensão de 11 armas de fogo, totalizando 20 armas apreendidas desde o início da ação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

De acordo com o diretor do DRCO, delegado Rafael Allemand, durante as investigações da segunda fase da operação, os policiais tinham ciência de que armas pertencentes a facção criminosa estavam escondidas, mas a equipe não sabia o local exato.

“O que nos chamou a atenção é que são armas novas, que estavam empacotadas. As investigações vão continuar para saber se eles (alvos da operação) estavam fazendo o tráfico de armas. São armas que não são vistas comumente aqui na região. Vamos investigar para saber aonde iria esse material”, disse Allemand.

Armas estavam empacotadas e enterradas em uma casa no município de Autazes (Foto: Renê Silva/GDC)

O delegado do DRCO revelou que, por conta disso, os agentes policiais esperaram que os outros alvos da operação, que não foram presos na primeira fase, fizessem alguma movimentação. Quando eles começaram a agir, os investigadores receberam a informação de que o motorista do narcotraficante Gilson Mattos Rodrigues, 41, que comandava o esquema, teria transportado as armas de um sítio conhecido como “Amarelo”, na BR-319, no município de Manaquiri, (distante 60 quilômetros a sudoeste da capital) para Autazes.

Ao ser indiciado, o motorista de Gilson, que não teve o nome divulgado, contou, na sede do DRCO, em Manaus, que as armas estavam enterradas em uma casa na Rua AZ1, no bairro Rosarinho, em Autazes. Aos saber da localização, a equipe policial se dirigiu ao município e, por volta de 15h desta quinta-feira, realizou a apreensão das armas.

“Gilson é o grande líder. Ele que organizava todo os atos da quadrilha. Elas (armas) estavam em um sítio do próprio (Gilson) e pertencem a ele. Vamos investigar se ele vendia ou utilizava para sua proteção. Mas, pela maneira que estavam enterradas, acreditamos que era para venda”, completou o delegado Allemand.

Além do motorista, mais duas pessoas que auxiliaram no transporte das armas foram indiciadas. Agora, o trio faz parte do processo principal e responderá pelos crimes de organização criminosa e posse de arma de fogo de uso restrito.

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