Polícia Civil vai pedir sequestro de bens de presos na operação ‘Mamon’

Um levantamento sobre imóveis e empresas que pertencem à organização criminosa já está sendo feito pela equipe do Departamento de Repressão ao Crime Organizado(DRCO)

Manaus – Após a primeira fase de apreensão de drogas e identificação dos infratores, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), dá início à segunda fase da operação “Mamon”, a maior ação contra o tráfico de drogas já registrada na história do estado. Nesta etapa, será pedido o sequestro judicial de bens que estão em nome de membros da organização criminosa, que serviam para auxiliar e financiar práticas criminosas.

(Foto: Divulgação / SSP)

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, um levantamento sobre imóveis e empresas que pertencem à organização criminosa já está sendo feito pela equipe do DRCO.

“Agora entra a parte dos imóveis, dos bens da quadrilha. Tanto de imóveis quanto das empresas que eles possuíam. Está sendo solicitado agora, pelo DRCO, no Judiciário o sequestro desses bens para que possa ser revertido para a Segurança Pública, através do Fundo Nacional de Segurança”, disse o secretário.

O diretor do DRCO, delegado Rafael Allemand, explicou que alguns bens já foram apreendidos na primeira fase, como lanchas e carros, mas já é de conhecimento da polícia que a organização criminosa também possui cabeças de gado e cavalos de raça.

“Tudo isso será identificado, será pedido o sequestro desses bens, tendo em vista que são oriundos do tráfico de drogas. Vamos pedir o sequestro para ficar totalmente à disposição da Justiça e, de alguns, pedir reversão para a Secretaria de Segurança de Pública”, explicou.

Depois de toda a droga e dinheiro apreendido, agora o DRCO trabalha em documentação e identificação, junto aos cartórios, para saber quais imóveis pertencem à quadrilha.

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