Polícia investiga assalto que deixou cinegrafista do GDC ferido

O cinegrafista Renê Silva foi baleado com um tiro no tórax na manhã desta quinta-feira (15) durante assalto quando gravava uma reportagem

Manaus – A Polícia Civil deu início as investigações ao assalto sofrido pela equipe de jornalismo do Grupo Diário de Comunicação (GDC) na manhã desta quinta-feira (15). O repórter cinematográfico Renê Silva foi baleado com um tiro no peito após ter o celular levado pelos criminosos.

A Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) esteve na manhã de desta quinta-feira (15) no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio para dar início a apuração do crime. A jornalista Natasha Pinto foi ouvida e seguiu junto com os policiais até o local do crime. Em seguida foi encaminhada à sede da DERFD para os esclarecimentos.

A informações serão colhidas e o colete que Renê Silva usava no momento que foi baleado, deve ser periciado. Câmeras do CIOPS podem ter registrado o momento da ação dos suspeitos.

A bala que atingiu o repórter cinematográfico está alojada no tórax e deve ser removida após procedimento cirúrgico. O estado de saúde é estável.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas – SJP/AM emitiu uma nota de solidariedade em defesa da vida. Confira a nota na íntegra:

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SJP/AM) vem a público manifestar APOIO e SOLIDARIEDADE à equipe de reportagem do Diário do Amazonas, empresa do Grupo Diário de Comunicação (GDC) vítima de assalto nesta manhã de quinta-feira (15), em Manaus. O fato ocorreu na Alameda Cosme Ferreira, bairro do Coroado, zona leste, durante o exercício da atividade profissional onde a equipe da emissora de comunicação com o cinegrafista Renê Silva e a repórter Natasha Pinto tiveram os celulares roubados e, ao reagir ao assalto, Renê terminou por ser baleado. Levado à emergência do Hospital João Lúcio, ambos foram atendidos, sendo Renê submetido a uma cirurgia. Segundo apuração entre profissionais, o quadro de saúde dele é estável e a colega foi liberada em seguida.

O SJPAM reafirma a importância do jornalismo como instrumento da própria sociedade na defesa de seus direitos e em prol da democracia. É papel do jornalista registrar os fatos, ser testemunha da história, mantendo sempre o compromisso com a verdade e com a sociedade. Sob qualquer justificativa um jornalista não pode ser impedido ou agredido por realizar seu trabalho. Portanto, a entidade representativa dos profissionais no Amazonas solicita das autoridades responsáveis pela Segurança Pública a garantia ao direito constitucional de ir e vir. Além disso, solicita também, ao Grupo Diário de Comunicação (GDC), garantias ao trabalho das equipes de externa do veículo de comunicação, e aos colegas, orienta jamais reagir a um assalto com bandidos armados.

Enfim, numa sociedade em que crimes concorrem à banalização, nunca é demais solicitar por SEGURANÇA. O SJPAM lembra que o trabalho da imprensa é um serviço essencial às sociedades democráticas sem o qual não há informação segura, de qualidade e confiável e se coloca à disposição das vítimas no que for preciso.”

Nota de repúdio

A Associação de Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas lamenta o ocorrido com os associados Natasha Pinto e Renê Silva na manhã desta quinta-feira enquanto exerciam suas funções jornalisticas
A Aclea vai acompanhar de perto as investigações e exigir a punição dos culpados de tal violência.

**Matéria atualizada às 19h20**