Promotora de vendas é agredida por ex-namorado após término de relacionamento em Manaus

Agressor violentou a tia da jovem um dia antes, depois surtou ao saber do fim do namoro e socou a vítima em via pública

Manaus – A promotora de vendas Camila Yuki Saboia Shimozato, de 21 anos, denunciou o ex-namorado Mateus Ataíde Botrel, por agressões físicas. A vítima compareceu na noite desta quinta-feira (15) na sede da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), para relatar os fatos.

A vítima relatou que na noite desta quarta-feira (14) o homem agrediu a tia dela, uma jovem de 22 anos. Na manhã desta quinta, por conta da situação, Camila resolveu terminar o relacionamento, mas o rapaz não aceitou.

“Na hora que ele acordou e me ligou, nós terminamos, obviamente ele não aceitou, depois de 30 minutos ele foi no meu trabalho, me abordou, me puxou de lá de dentro, a gente foi conversar numa rua, quando falei que eu queria que ele fosse preso e pagasse pelo que fez com a minha tia, ele surtou e começou a me socar, me agredir em via pública”, relatou a vítima.

A jovem estava com o homem há cinco anos (Foto: Nainy Castelo Branco)

Camila estava com o homem há cinco anos e e já havia registado um Boletim de Ocorrência em nome dele. Segundo a vítima, o homem era bastante ciumento e já havia agredido outras mulheres em seus relacionamentos anteriores.

A jovem foi até a delegacia acompanhada de uma amiga, que tinha conhecimento sobre o relacionamento conturbado do casal.

“Esse homens ficam loucos de ciúme por tudo e tudo é motivo para querer agredir. Ele já foi preso uma vez e foi solto em uma semana. Ele foi atrás dela no trabalho pra bater nela”, contou Agatha Ressuto.

De acordo com o delegado plantonista da especializada, João Taya, um Inquérito Policial será aberto.

“Existem indícios suficientes que demonstram a prática criminosa, nos dão os indícios necessários para que no dia de hoje nós instauremos um Inquérito Policial para averiguar todos os elementos. A partir disso, nós vamos requerer as medidas protetivas de urgência à justiça pra obter uma ordem judicial pra que o agressor não se comunique mais com a vítima”, explicou o delegado plantonista.

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