Quadrilha é presa por roubos, furtos e defraudações de veículos, em Manaus

No total, 16 homens foram presos, durante a segunda fase da operação ‘Chancela’. Organização criminosa também praticava estelionato e falsificação de documentos

Manaus – Dezesseis homens foram presos, durante a segunda fase da operação ‘Chancela’, apontados como integrantes de uma organização criminosa especializada em roubos, furtos e defraudações de sinais identificadores de veículos, além de estelionato e falsificação de documentos. Na operação, foram apreendidos cinco carros, uma motocicleta, além de vários documentos.

Organização criminosa estava sendo investigada há cerca de cinco meses. (Foto: Sandro Pereira/RDC)

Os suspeitos são Abraão Bentes Paiva, de idade não informada, Amarildo da Silva Medeiros, 42, Arlesson Nascimento dos Santos, 28, Carlos Leonardo Alencar da Silva, 42, o ‘Leo’, Christopher Bentes Collyer, 23, o ‘Pinguelão’, Daniel Sarah Filgueiras, 34, o ‘Panda’, Felipe Almeida dos Santos, 25, o ‘Transformer’, George André de Oliveira, 44, apontado como o líder da organização criminosa, Herbert William Parente Celani, 29, o ‘Gordinho’, Hildeney Teles Duarte, 30, o ‘Ney’, Ivan de Araújo Moraes, 32, José Mario da Silva Medeiros, 41, Natanael Teixeira Serra, 19, o ‘Chamby’, Rafael Brasil da Silva, 28, o ‘Rafinha’, Raimundo Neto, o ‘Netão’, e Simas Ramalho Cabral, 23.

A quadrilha era dividida em três núcleos: o administrativo, que comandava e apresentava as encomendas; o operacional, em que os envolvidos na organização iam para as ruas praticar roubos e furtos de veículos; e o financeiro, que levantava cadastros de laranjas, segundo o titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Amadeu Soares.

“Os próprios nomes deles eram colocados em contas bancárias, para o recebimento dos valores arrecadados com as vendas dos veículos vendidos. Dentro desse núcleo operacional, tinha um bandido, o ‘Transformer’, que atendia todos os grupos criminosos, em forma de delivery”, contou o secretário.

Após os veículos serem subtraídos, os autores do crime acionavam o ‘Transformer’. Ele ia até o encontro dos mesmos e, com o auxílio de um programa que ele utilizava em um notebook, o veículo era clonado, com dados completamente novos.

“A documentação era subtraída de órgãos públicos, como o departamento estadual de trânsito, PACs ou postos do interior. Nós vamos investigar, para chegar até as pessoas que praticaram esses furtos ou ao provável envolvimento de servidores”, afirmou o secretário.

Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária, sendo oito em bairros distintos da cidade, quatro no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), um na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), dois em Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus) e um em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros ao norte de Manaus). Outros sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

Conforme o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), Cícero Túlio, que coordenou a segunda fase da operação, a organização criminosa estava sendo investigada há cerca de cinco meses.

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