Revoltados, moradores do Alvorada dizem que pedreiro foi morto por PMs

Crime aconteceu no fim da tarde desta segunda-feira (23). De acordo com relatos, Ricardo Chuansky Souza Monteiro, 23, e mais quatro pessoas foram levadas para uma área de mata e torturadas

Manaus – O pedreiro Ricardo Chuansky Souza Monteiro, 23, foi morto, no fim da tarde desta segunda-feira (23), na Rua Aurélio Buarque, bairro Alvorada, zona centro-oeste da cidade. Segundo o irmão da vítima, Carlos de Souza Monteiro, o autor dos disparos foi um policial militar.

Conforme relatos, policiais chegaram, em uma viatura, desceram e efetuaram, pelo menos, cinco disparos. (Foto: Jimmy Geber)

Ainda segundo o irmão da vítima, era por volta das 16h quando dois policiais chegaram, em uma viatura, desceram e efetuaram, pelo menos, cinco disparos. Neste momento, Ricardo estava indo jogar bola, como costumava fazer todos os dias. “O meu irmão ia passando pra ir pro campo, quando percebeu que estavam atirando e correu junto com outros meninos que estavam na rua”, contou Carlos.

Carlos disse, ainda, que os policias pegaram Ricardo e mais quatro meninos, de nomes não divulgados, e os levaram para uma área de mata, que fica próxima ao local. “Eles (PMs) levaram os meninos para a mata, torturam eles, queriam que eles falassem onde era a ‘boca'”, disse.

Quando soube que o irmão estava na mata, Carlos tentou entrar, mas teve medo de ser atingido por disparos.
“Eu escutei mais dois tiros, na hora que eles estavam dentro da mata. Foi quando chamei os vizinhos para entrar na mata comigo”, afirmou.

Segundo Carlos, um homem, identificado apenas como ‘Alemão’, foi atingido com um tiro no pé e levado para o hospital. “Eu cheguei a perguntar do policial se eles tinham alguma notícia do meu irmão. Perguntei se ele tinha sido baleado e o policial disse ‘ele não tá baleado, tá morto'”, contou. Carlos perguntou do policial as características do baleado e verificou que se tratava do seu irmão.

Carlos denunciou, ainda, que o policiais tentaram ‘forjar’ a cena do crime, colocando uma arma na mão de Ricardo.
“Eles colocaram a arma na mão esquerda, mas meu irmão não é canhoto”, acrescentou.

No local, a população estava revoltada e pedia justiça. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção do corpo e o caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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