Suposto assassino de companheira é apresentado, na DEHS

Carlos Maki Mota do Nascimento é o principal suspeito da morte de Maria de Lourdes Palheta, 41, que aconteceu, nesta quarta-feira (21)

Manaus – “Eu não aceito traição”. Esta foi a justificativa dada por Carlos Maki Mota do Nascimento, 27, durante a coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (22), na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), pela suspeita de ter assassinado a facada a ex-companheira dele, Maria de Lourdes Palheta, 41, em um hotel, na Rua Lobo D’Almada, Centro da cidade. Ela foi morta com oito facadas.

Carlos foi preso em flagrante, na tarde desta quarta-feira (21), na Rua Cinco, bairro Alvorada, zona centro-oeste da capital. Segundo o delegado titular da DEHS, Paulo Martins, de início, ele negou que teria cometido o crime. Porém, ao chegar na unidade policial, ele viu que não tinha mais como negar e resolveu confessar o ato criminoso. “O que ele alega, na delegacia, é que ele cometeu esse bárbaro crime por ciúmes, pois sabia que ela estava tendo um relacionamento com outra pessoa. Inclusive, ele contou que descobriu e isso aguçou ainda mais a raiva dele”, disse.

Martins afirmou que o suspeito tinha saído da penitenciária há seis meses, onde estava respondendo pelo crime de tráfico de drogas. Em depoimento, Carlos relatou que, durante o período em que ele esteve preso, a mulher foi visita-lo apenas duas vezes, o que o deixou “aborrecido”.

Carlos Maki Mota do Nascimento foi preso suspeito de assassinar a ex-companheira (Foto: Divulgação)

“Ele queria que ela fosse visitá-lo o todo tempo. Ele esperou, premeditou o crime, comprou um boné, para se disfarçar, e a primeira oportunidade que ele teve, após ter saído da cadeia, foi ao encontro da moça, marcou com ela no Centro da cidade e passaram a beber em um determinado bar. Posteriormente, eles foram para um motel, onde ele desferiu oito facadas na moça, com o intuito de matá-la”, explicou Martins.

Carlos foi autuado em flagrante por feminicídio e permanecerá custodiado na DEHS. O mandado de prisão preventiva em nome dele já foi representado junto à Justiça, segundo o delegado.