Trio é preso suspeito de emitir notas frias e causar ‘rombo’ de R$ 800 mil em empresa

A apresentação ocorreu na manhã desta segunda-feira (12), na sede da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações

Manaus – José Paulo Pereira Gonçalves, 42; Karina Pereira Ferreira, 33 e Márcio Pereira de Souza, 42, foram apresentados, na manhã desta segunda-feira (12), após serem presos durante a operação ‘Iscariotes’, deflagrada pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), na última sexta-feira (9). O trio é suspeito de participar de um esquema criminoso que causou um prejuízo estimado em R$ 800 mil, a uma empresa de ramo de alimentos e bebidas.

A polícia investiga, ainda, a participação de outras onze pessoas em uma fraude que causaria um prejuízo estimado em R$ 1,4 milhão. Os nomes não foram divulgados. “Essa operação foi coordenada pelo delegado Demetrius Queiroz (adjunto da Especializada). Nós cumprimos onze mandados, sendo de busca e apreensão e prisão. Só apresentamos três pessoas em razão das demais estarem sob prisão temporária”, explicou Guilherme Torres, titular da Derfd.

O trio foi preso na última sexta-feira (9) e apresentado, nesta segunda-feira (12) (Foto: Divulgação/Vitor Masullo)

O esquema consistia na emissão de notas fiscais frias, sem o consentimento ou pedido de clientes. “Isso era para tapar o furo de uma mercadoria que saiu indevidamente. Então, como eles liberaram uma mercadoria de alto valor, aproximadamente R$ 200 mil, um furo financeiro, e começaram a emitir notas fiscais frias contra clientes que não haviam feito pedido para pegar essa mercadoria, liberar e vender a preço menor para gerar dinheiro e tentar cobrir o furo que foi aumentando”, detalhou Demetruis Queiroz.

Ainda de acordo com o Queiroz, o ‘golpe’ durou, em média, dois meses. “A empresa só tomou conhecimento porque vários clientes foram até ela para saber que notas haviam sido emitidas contra eles, que estavam sendo cobrados”, comentou. José era o gerente da empresa e Karina era vendedora. O trio foi indiciado por furto qualificado mediante fraude e associação criminosa. Eles serão encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

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