Vigilante é linchado após mulher o acusar de tentativa de estupro, no Vale do Sinai

Segundo a polícia, o homem começou a ser apedrejado e espancado depois que a mulher dele saiu de casa, gritando que ele havia tentado estuprar a filha do casal

Manaus – Um vigilante de 32 anos foi apedrejado e espancado até a morte, na tarde da última quinta-feira (5), na Comunidade Vale do Sinai, no Cidade Nova, zona norte de Manaus. De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), as agressões começaram depois que a mulher dele saiu de casa gritando que o homem havia tentado estuprar a filha do casal.

O homem começou a ser agredido ainda em um campo de futebol, próximo de onde morava (Foto: Raquel Miranda)

Consta nos relatório do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) que o crime ocorreu por volta das 15h30. Um sobrinho da vítima informou à DEHS que o tio estava discutindo com a tia, na casa onde moravam, na Rua 17, no Vale do Sinai.

Durante a briga, a mulher, que não a identidade divulgada, começou a gritar dizendo que o marido havia tentado estuprar a filha do casal. Após os gritos, o vigilante saiu da casa. Policiais militares foram ao local mas não localizaram o suspeito. Após a PM ter saído da área, o homem voltou e saiu correndo, quando começou a ser perseguido por um grupo de 20 pessoas.

O vigilante começou a ser agredido ainda em um campo de futebol, localizado em frente à casa onde morava. Em seguida, ele foi apedrejado, teve a perna direita quebrada e a esquerda lesionada, e foi arrastado pelos agressores por cerca de um quilômetro. Antes ser abandonado na Avenida Max Teixeira, na zona norte, o vigilante voltou a ser agredido.

As agressões pararam quando policiais da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) chegaram ao local. O homem foi socorrido e levado ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. Platão Araújo, zona leste, onde não resistiu aos ferimentos e morreu, por volta das 16h45. No Instituto Médico Legal (IML) consta que o vigilante morreu vítima de traumatismo craniano.

Segundo investigações da DEHS, a mulher do vigilante não foi localizada pela polícia. Na manhã desta sexta-feira (6), a reportagem esteve no local onde o crime ocorreu, mas nenhum familiar foi localizado. Segundo vizinhos, a mulher se mudou logo após o fato.

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