Prefeito Arthur Neto assina criação da Área de Proteção do sauim de Manaus

Criação da APA é necessária para preservar a espécie, considerada em risco de extinção e que reúne 30 mil animais atualmente, número que vem sendo reduzido rapidamente, nos últimos anos

Manaus – O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto assinou na tarde desta terça-feira (5), o decreto que viabilizou a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Sauim-de-Manaus. O animal é desde 2005 símbolo da cidade e a data da assinatura foi escolhida por ser o dia Mundial do Meio Ambiente. A nova área exercerá a função de corredor ecológico para a espécie que está em extinção e possui uma faixa de, aproximadamente, 10 milhões de metros quadrados.

Criação da APA é necessária para preservar a espécie, considerada em risco de extinção. (Foto: Karla Viera/Divulgação)

Durante a coletiva no anfiteatro do Parque Municipal do Mindu, Arthur destacou a importância do animal símbolo da cidade e da preservação ambiental. O prefeito lembrou com orgulho da criação do Parque, durante a sua primeira gestão como prefeito de Manaus, no ano de 1992. Na época, a contrução foi viabilizada durante a conferência Rio 92, na capital carioca. A reunião de cúpula das Nações Unidas definiu metas ambientais para os paíseses.

“Esse parque significa uma luta pouco contada e uma luta quase física. Felizmente, nós demos à Manaus o segundo maior parque ecológico do País, atrás apenas da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro”, lembrou. Arthur avaliou que com a APA, aumentam as possibilidades de procriação de várias outras espécies. “Os trabalhos são graças à equipe e a assinatura foi viabilizada pelo procurador do MPF (Ministério Público Federal). Ele tem sido atento e é, um dos grandes responsáveis por esse feito”, finalizou.

A área se conecta através de áreas verdes, áreas de proteção, margens de igarapés e vai interligar um mosaico de áreas protegidas. Formas de conexão foram procuradas a fim de ligar o corredor do Mindu até a Reserva Adolpho Ducke, passando pelo Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu e o Parque Estadual Sumaúma, atingindo mais de 15 bairros na capital.

O Procurador do Ministério Público Federal, Leonardo Galiano, avaliou positivamente o trabalho, que foi em conjunto com vários orgãos. “Foi resultado de um longo processo de negociação e trabalho, que pediram várias reuniões e encontros. As propostas foram criadas por órgãos ambientais, prefeitura de Manaus e do Ministério Público Federal. O resultado foi a proteção de um espaço territorial dentro de Manaus”, explicou.

O secretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Antônio Nelson Júnior, definiu a assinatura como um marco realizado pelo município. “Atingimos uma meta estabelecida e firmada com o Ministério Público que foi a criação da APA (Área de Proteção Ambiental). Ao mesmo tempo faremos o lançamento do concurso do mascote do sauim-de-manaus”, disse. De acordo com o secretário, os processos que virão após a assinatura serão administrativos.

“Para os procedimentos públicos, já fizemos audiências e consultas públicas com o grupo de trabalho e a população. Agora, o decreto vai para a Câmara e a partir disso, ocorrem as diretrizes administrativos de quais procedimentos serão tomados e das leis de regulamentação”, informou. Além da Semmas, o IMPLURB e ONGs estão envolvidos no projeto.

Corredor Ecológico

O corredor começa no Parque do Mindu, abrange áreas ‘perdidas’ e que requerem reflorestamento no caminho percorrido até a Reserva Adolpho Ducke. O secretário garantiu que a vida urbanística das áreas não será atingida e que a APA dará mais vida e condições para a espécie procriar e crescer.

Sauim-de-Manaus

Um Sauim vive cerca de 15 anos. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o número de Sauims – atualmente em 30 mil espécies – vem caindo drasticamente e o número de animais caiu mais de 20% nas últimas 3 gerações. Dentro do programa haverá inserção de árvores frutíferas que vão auxiliar na alimentação do animal.

O veterinário Diogo Lagroteria defendeu que há risco de, em menos de 50 anos, a espécie entrar em extinção. “É um grande passo para a conservação do Sauim de coleira na área urbana de Manaus. Ainda há trabalho a ser feito, já que ele também habita na zona rural, próximo a Rio Preto da Eva. Para as populações urbanas, a APA é um grande ganho”, finalizou.

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