‘Prejuízo é de R$ 1,8 milhão’, diz cooperativa após incêndio destruir alternativos

No total, segundo o presidente da Coopatam, nove micro-ônibus foram danificados, sendo que cinco sofreram perda total. Ele afirmou que cerca de 30 funcionários ficaram desempregados

Manaus – “O prejuízo é de R$ 1,8 milhão, sem contar a condição dos colegas — cobradores e auxiliares, que ficarão parados até conseguirmos novos veículos”. A informação é do presidente da Cooperativa dos Permissionários Associados Transportes Alternativos e Fretamento Urbanos de Manaus (Coopatam), Cleuber Terceiro da Silva, 46, sobre o incêndio que aconteceu no posto de lavagem usado pela empresa, na madrugada desta segunda-feira (14). No total, nove micro-ônibus do transporte alternativo foram danificados, sendo que cinco sofreram perda total. A Coopatam está localizada no bairro Cidade de Deus, zona leste de Manaus.

No momento do incêndio, todos os veículos estavam estacionados no posto de lavagem. O presidente da Coopatam registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) no 30° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele afirmou, à reportagem, que há duas linhas de investigação: uma que leva em consideração a possibilidade de o incêndio ter sido acidental e outra que supõe que a causa seja uma ação criminosa.

Conforme Ícaro Amore, advogado de Cleube Silva, já foram levantados nomes de suspeitos que poderiam ter cometido o possível crime. Ele não quis dar detalhes, para não atrapalhar as investigações da polícia, mas disse que não se trata de funcionários da Cooptam ou de pessoas que tenham tido algum desentendimento com a empresa.

Cleube Silva confirmou os boatos que estão circulando entre alguns funcionários da Coopatam, de que dois homens entraram no posto de lavagem onde estavam os micro-ônibus, em uma motocicleta, e atearam fogo nos veículos. “O que contam é que a pessoa que tava na moto tacou alguma substância embaixo dos ônibus e ateou fogo”, disse uma cobradora, de 33 anos, que não quis se identificar.

Ainda de acordo com o presidente da cooperativa, cerca de 30 funcionários ficaram desempregados em decorrência do incêndio. “(Os veículos) são a ferramenta de trabalho deles. Ficamos tristes demais pela situação dos colegas, que chegaram (na empresa) para trabalhar e se depararam com uma situação dessas”, afirmou.

Cleube Silva afirmou que a manutenção dos nove veículos danificados estava em dia. Do total de micro-ônibus, quatro eram financiados e cinco estavam quitados.

O percurso dos ônibus correspondia à zona leste, abrangendo a comunidade Grande Vitória, o conjunto habitacional Viver Melhor e os bairros Armando Mendes e Nova Vitória.

Incêndio

No início do dia, o Corpo de Bombeiros informou que foi acionado para o incêndio, por volta das 4h da madrugada desta segunda-feira. À reportagem, o presidente da empresa contou que ficou sabendo do incêndio por meio do vigia da cooperativa, que estava trabalhando no momento do ocorrido.

“Ele ouviu um barulho parecido com o de um tiro, gerado, eu acho, pelo tanque espocando. Foi aí que ele foi me contatar e nós chamamos os bombeiros. O fogo começou em um dos veículos e se espalhou para os demais”, relatou, afirmando, também, que a proliferação das chamas foi rápida.

A Polícia Civil (PC) investiga o caso.