Presidente do Sindicato do Médicos do AM aponta possível paralisação

A informação foi confirmada por Mário Viana, na manhã desta terça-feira (29), durante entrevista ao programa ‘DIÁRIO DA MANHÃ’ da RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM

Manaus – O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, em entrevista à RÁDIO DIÁRIO FM 95.7 FM, na manhã desta terça-feira (29), disse que, após reunir com o titular da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Carlos Almeida, o também vice-governador afirmou não ter o dinheiro necessário para realizar o repasse atrasado às empresas que prestam serviço à rede pública de saúde. A categoria está com os salários atrasados há cerca de quatro meses.

“Ele (o secretário de saúde) disse que não tinha solução, que também depende de outras esferas do Governo, no caso, a Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda) e que a mesma ainda não conseguiu fazer um cronograma com os débitos dessas empresas”, informou o presidente do Simeam.

Em nota, emitida nesta segunda-feira (28), o sindicato informa que os números apresentados pela Susam demonstram que os recursos destinados pela administração são insuficientes para realizar o pagamento dos médicos que prestam serviço por meio de empresas médicas terceirizadas.

O presidente do Simeam disse que a categoria planeja fazer uma paralisação, caso os pagamentos não sejam realizados. Em conversa com o secretário de Saúde, ainda nesta segunda, Viana afirmou que foi dado o limite até o dia 31 de janeiro para que o Estado apresente um cronograma de pagamento das referências do atrasos de 2018 até o mês atual (janeiro).

“O Conselho de Medicina já está ciente e estamos avaliando a situação, tentando encontrar saídas. Nós queremos uma solução que seja boa todo mundo, mas, principalmente, para os usuários do sistema público de saúde do Amazonas”, acrescentou.

Médicos do AM estão com salários atrasados (Foto: EBC)

Viana afirmou, também, que o Estado chegou a sugerir o pagamento de 65% dos atrasos referente ao mês de dezembro aos cooperados. Segundo ele, a proposta não está sendo aceita, pois as diretorias das empresas prefeririam, em um primeiro momento, receber de trás pra frente, por conta de encargos e impostos que, conforme vão atrasando, geram transtornos para a área contábil da empresa.

“Estou lhe garantindo que a situação é critica. Nunca vi, em 20 anos trabalhando na área, uma preocupação tão grande como está tendo agora. Talvez a pior crise”, declarou.

Por conta destes atrasos, o presidente do sindicato contou que alguns médicos estão optando por sair de Manaus. “Muitos estão pedindo para sair das escalas de serviço, porque estão em busca de outro meio de sobreviver. Isso é muito grave, o governador tem que nos receber e tem que começar a encontrar uma solução urgente”, contou.

Conforme Viana, o sindicato tinha a informação de que havia um déficit de cerca de R$ 1 bilhão e, agora, fala-se em R$ 2,5 bilhões, podendo chegar R$ 4 bilhões. “Dentro deste cenário, o que nós observamos é que o governo não vai mais conseguir honrar com seu compromisso. Isso é uma consequência de coisas que vinham acontecendo em outros governos”, ressaltou.