Primeira-dama fez questionamentos que ficaram sem resposta

Em depoimento espontâneo feito na DEHS, Elizabeth Valeiko também fez perguntas aos agentes da PC

Manaus – O que não ficou registrado no depoimento da primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko, feito na noite de segunda-feira (21), na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), foram as perguntas que ela fez durante o depoimento. O GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) apurou que a primeira-dama esperava esclarecer alguns pontos que a defesa de seu filho, Alejandro Valeiko, também já havia questionado.

O depoimento da primeira-dama não era obrigatório, conforme o código penal (Foto:Sandro Pereira/Arquivo/GDC)

O depoimento, que não era obrigatório, de acordo com o código penal, por ela ser mãe de um dos investigados, foi feito por espontânea vontade de Elisabeth e acompanhado de advogados. Entre os pontos que ela esperava esclarecer foi o motivo pelo qual a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) distribuiu nota com foto de Alejandro como “procurado” e pedindo ajuda para a população ajudar a encontrá-lo divulgando sua fotografia. A questão, de acordo com a família, é que antes da divulgação da nota por canais oficiais, os advogados já haviam acordado com o delegado data e hora para apresentação de Alejandro. “Não fomos nós”. Esta foi a única resposta que Elisabeth recebeu na DEHS.

Ainda durante a oitiva, a primeira-dama questionou se os demais crimes de homicídios em Manaus têm a mesma atenção nas investigações. Ela relembrou o caso em que o corpo de um estudante de nutrição foi encontrado no Tarumã, porém nenhuma mobilização, nem coletivas de imprensa foram feitas para esclarecer o caso. “A família desse estudante também merece respeito”, disse.

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