Professores aprovam ‘estado de greve’ em assembleia da categoria

Os profissionais ligados ao sindicato da categoria na cidade pretendem visitar escolas para pedir o apoio dos demais servidores

Manaus – Professores da rede pública estadual de ensino, que atuam em Manaus, aprovaram “estado de greve”, em assembleia geral da categoria, realizada no Centro de Manaus, na tarde desta sexta-feira (5).

Centenas de trabalhadores da educação, vinculados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público da Educação Básica do município de Manaus (Asprom – Sindical) se reuniram, no final da tarde desta sexta, na Praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como Praça da Polícia, para discutir a possibilidade de greve da categoria.

A possível paralisação de professores na capital deve ser definida durante a próxima assembleia, marcada para acontecer no dia 12 de abril (Foto: Pablo Medeiros)

Eles reivindicam 15% de reajuste salarial (reajuste da inflação em 5%, mais aumento real do salário de 10%). O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), informou que manteve proposta de 3,93% de reajuste. A categoria não aceita esse percentual e a partir de agora vai esperar uma contra proposta do governo para evitar a greve.

A possível paralisação de professores na capital deve ser definida durante a próxima assembleia, marcada para acontecer no dia 12 de abril. Se não houver acordo, a categoria deve paralisar as atividades.

Até lá, durante o “estado de greve”, os profissionais ligados ao sindicato da categoria na cidade, pretendem visitar escolas para pedir o apoio dos demais servidores.

Se não houver acordo, a categoria deve paralisar as atividades (Foto: Pablo Medeiros)

Impedimento

Segundo a Seduc, há um impedimento legal por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal em conceder valor maior que a inflação do período de 2018/2019. O governo acenou positivamente apenas para as progressões horizontais (por titularidade), não respeitadas desde 2013, com um adicional de 12% a 50% para mais de 2 mil servidores; progressões verticais (por tempo de serviço), com um ganho real adicional de 2% para cerca de 21 mil profissionais, segundo a Seduc; adequação da HTP; vale-transporte para profissionais de 40h; auxílio-alimentação e localidade; melhoria no atendimento do plano de saúde, além do incremento das condições de segurança e de infraestrutura nas escolas e continuidade do diálogo sobre as demais pautas.