Professores fazem ‘vigília’ em frente à Seduc e pedem reunião em Manaus; veja vídeo

Protesto ocorre desde às 9h desta quarta-feira (2). Segundo Sinteam, único pedido da categoria é reunir com responsáveis pela pasta

Manaus – Membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Siteam) participam de uma vigília, na noite desta quarta-feira (2), em frente a Sede da Secretaria de Estado de Educação de educação (Seduc). O protesto reivindica uma reunião para tratar sobre o retorno das aulas.

Os trabalhadores estão em frente ao prédio da Seduc desde às 9h e, por volta das 17h15, a secretaria foi fechada, as luzes e ar condicionados foram desligados. De acordo com a presidente do Siteam, Ana Cristina, a categoria quer tratar sobre os profissionais, que estão sendo obrigados a trabalhar presencialmente, em meio a pandemia do Covid-19.

(Foto: Divulgação)

“A nossa única exigência é uma reunião para tratar das vidas dos trabalhadores em educação do Amazonas, que estão sendo obrigados a trabalhar presencial, quando nós sabemos que não há garantia para nossas vidas e para vida dos nossos alunos”, explicou a presidente

Em vídeo divulgado pela categoria, a presidente convida professores para aderir a paralisação e pede respeito aos trabalhadores.

“É preciso denunciar o que estão fazendo conosco. Abuso é algo que não pode acontecer. Respeito pelos trabalhadores, porque os trabalhadores têm seu valor”, enfatizou Ana.

Retorno perigoso

Desde o anúncio do retorno das aulas, divulgado de forma inesperada pelo Governo e sem acordo prévio com a classe, os professores e trabalhadores da educação do Estado se mostraram contra o regresso das atividades presenciais nas escolas de Ensino Médio da rede pública de ensino. Logo na primeira semana do retorno, o Sinteam recebeu diversas denúncias com irregularidades encontradas nas unidades de ensino. Na mesma semana, professores testaram positivo para Covid-19 e escolas precisaram ser fechadas, novamente, para desinfecção. Após a constatação da infecção de servidores, o governo do Amazonas adotou novos protocolos e começou a testagem dos trabalhadores. No entanto, para a categoria, o retorno ainda é perigoso para servidores e alunos.

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