Professores reivindicam, em protesto na Seduc, aumento de 15% no salário

De acordo com a Asprom/Sindical, a data-base da categoria venceu em 1º de março. Professores alegam que não foram convocados pela Seduc para negociações

Manaus – Professores liderados pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom/Sindical) realizaram ato público, na manhã desta quinta-feira (7), em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (Seduc), localizada na Rua Waldomiro Lustoza, bairro Japiim, zona sul de Manaus.

Professores liderados pela Asprom/Sindical realizaram ato público, na manhã desta quinta-feira (7), em frente à sede da Seduc (Foto: Alan Geissler/GDC)

De acordo com Helena Sampaio, coordenadora geral da Asprom/Sindical, o ato público tem como objetivo abrir negociações com o secretário de educação do Estado, Luiz Castro.

“A nossa paciência vai até o momento em que o secretário estiver disposto em conversar conosco. Nós sentamos com ele, no primeiro dia em que ele assumiu a pasta, e comunicamos que iríamos fazer a assembleia, onde a categoria iria deliberar o índice de reajuste necessário e as demais reivindicações que viessem sobre as condições de trabalho e sobre a melhoria da educação. Depois fizemos duas tentativas de conversar com ele e não obtivemos êxito, por isso a categoria deliberou este ato público, onde queremos, somente, abrir as negociações na data-base”, relatou.

Segundo o coordenador financeiro da Asprom/Sindical, Lambert Filho, o Sindicato iniciou as tratativas com o secretário de educação, Luiz Castro, no final do mês de janeiro, tendo a primeira assembléia geral no dia 2 de fevereiro.

“Nós tínhamos a esperança de ter a continuidade deste diálogo até o dia 1º de março, que foi o vencimento da nossa data-base, justamente para que não tivesse atraso nesse pagamento, mas, infelizmente, a data-base venceu e não tivemos resposta da secretaria para continuidade do diálogo”, disse.

Ainda segundo Lambert, o secretário adjunto da capital, professor Bibiano Filho, procurou o Sindicato para pedir um prazo maior para que a pauta de reivindicação fosse analisada.

“Essa pauta foi protocolada no dia 5 de fevereiro, com todos os 21 itens de reivindicação, inclusive os 15% de reajuste salarial, e nós concedemos esse prazo maior, mas esse prazo expirou ontem (quarta-feira,6) e nós aguardamos que houvesse uma chamada para que pudéssemos continuar as tratativas,” relatou.

Entre as reivindicações feitas pelos professores estão o aumento de 15% no salário, plano de saúde gratuito para dependentes, 50% de reajuste no auxílio alimentação (pago por turno de trabalho), plano de saúde para aposentados, progressão vertical e horizontal, entre outras reivindicações.