Professores relatam experiências para ensinar durante isolamento social

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor, e o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) conheceu a história inspiradora de três “apaixonados” pela profissão. Confira

Manaus – Nesta quinta-feira, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor, uma das mais importantes profissões do mundo, responsável por levar o conhecimento e desenvolver a educação no País. Para celebrar a data, o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) conheceu a história de três professores, que precisaram readaptar a metodologia de estudo em 2020, devido a pandemia da Covid-19.

Professora há 30 anos, Socorro Duarte não se imagina fazendo outra coisa (Foto: Arquivo Pessoal)

Professora há 30 anos, Socorro Duarte não se imagina fazendo outra coisa. Atualmente ela trabalha com educação infantil, e no período de isolamento social enfrentou os medos e barreiras para adaptar as aulas. À equipe do GDC, ela contou que usou até lousa para esclarecer as dúvidas dos alunos.

“Para mim foi algo novo, inusitado, porque tínhamos que gravar vídeo e nos adaptar a tecnologia. Eu gravava vídeo e fazia videochamada. Montamos um grupo (WhatsApp) e todos os dias tínhamos que enviar atividades para os alunos. Cheguei a comprar uma lousa, pois como iria tirar as dúvidas dos meus alunos sobre cálculos se não fosse na prática?”, relatou a professora.

Os professores que já estavam habituados a frequentar a escola e a ouvir os questionamentos de seus alunos, se deparam com a realidade das aulas remotas. A presença física já não existia e, de repente, o que restou foi o ambiente virtual.

“A partir do momento que se modifica a sala de aula física para uma sala virtual é preciso ter todo um aparato intelectual, pedagógico, burocrático e também tecnológico, pois nem todos ainda estavam adequados”, explicou o professor Max Coelho.

Max leciona para alunos do 8° ano do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ele disse que a nova modalidade causou impacto e a adaptação precisou ser rápida. De acordo com o professor, que viveu o isolamento social e se dedicou ao ensino remoto de seus alunos, quando ele retornou às atividades presencias testou positivo para a Covid-19. Segundo Max, sua rotina era de casa para a escola e provavelmente contraiu a doença em alguma das escolas onde trabalha.

“Voltei com o coração na mão. Retornei para a sala de aula e duas semanas depois veio a intimação para que todos os profissionais da educação fizessem o teste (para Covid) e eu testei positivo. Tive que passar 14 dias de quarentena”, lembrou o professor.

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Quando retornou às atividades presencias, Max testou positivo para a Covid-19 (Foto: Arquivo Pessoal)

Interior

Os desafios para os professores no interior do Estado foram os mesmos. A professora Raucilene Oliveira mora na cidade de Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus) e disse que o período em que as aulas foram suspensas foi “muito difícil”.

“Foi bem complicado. Tive que colocar algumas coisas para preencher meu dia, que ficou longo e demorado. Uma coisa que veio completar, acalmar, foi as aulas de reforço em casa. As crianças vinham até minha casa e eu ministrava aulas de reforço, auxiliando nas atividades, e isso foi bem legal; me fez ficar ocupada e fazendo o que gosto: ministrar aulas”, comentou a professora.

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Para preencher o dia, a professora Raucilene passou a ministrar aulas de reforço, em Tefé (Foto: Arquivo Pessoal)

Apesar do momento difícil, os professores se viram mais próximos dos pais dos alunos, e, segundo eles, o reconhecimento e a valorização deles só aumentaram. Uma verdadeira parceria entre escola e família.