Profissionais da Saúde cobram pagamento de benefícios do Governo do AM

Representantes da categoria da Saúde reivindicam o pagamento de benefícios como adicional noturno, risco de vida, ticket alimentação e vale transporte do Governo do Amazonas

Manaus – A sede da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), na Avenida Mário Ypiranga, zona centro-sul de Manaus, foi palco de mais protestos contra o governador do Amazonas, Wilson Lima. Representantes da categoria da Saúde reivindicam o pagamento de direitos trabalhistas, como adicional noturno, risco de vida, ticket alimentação e vale transporte.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e em Estabelecimento de Serviços de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv), Graciete Mouzinho, os benefícios não estão sendo pagos.

“E tem como provar que eles (trabalhadores) não estão recebendo o adicional noturno, nem o risco de vida direito. Desde quando eles foram contratados, dia 8 de janeiro de 2020, que não recebem esse risco de vida. Então, a nossa reivindicação é isso, porque nós somos pais de família, nós queremos respeito, nós queremos dignidade”, explicou.

Profissionais da Saúde reivindicam que o Governo do Amazonas pague os direitos trabalhistas (Foto: Natasha Pinto / Divulgação)

Ainda segundo a presidente do Sindpriv, a jornada de trabalho é de 12 horas, mas muitos estão cumprindo 24 horas de serviço para conseguir pagar as contas. Segundo ela, o salário dos servidores é de R$1.580, e às vezes o descanso dado para 12 horas de trabalho é de, apenas, 30 minutos.

“Nós não queremos aplausos porque não paga nossas dívidas. Nós não queremos que chamem a gente de herói, porque nós não somos Mulher-Maravilha, nem Super-Homem. Somos seres humanos de carne e osso, somos pais de família. Por trás das nossas máscaras existem pais de família que saem de casa e que não sabem se vão voltar. Queremos nossos direitos, que estão tirando da gente. Pague um salário, um piso salarial pra gente”, completou Graciete Mouzinho.

Desvalorização

Quem confirma as denúncias é a funcionária da Saúde Geovanna de Castro, que disse que o governador Wilson Lima deveria valorizar a classe, pois é ela que luta pelos pacientes que estão morrendo por falta de insumos nas unidades de Saúde.

“Estamos pegando dois, três contratos para ver se a gente consegue ter um salário mais digno, e mesmo assim falta. Não vem adicional noturno, não temos direito no ticket alimentação, não temos direito nos 40%, não temos direito de insalubridade, não temos direito em nada. Para muitos colegas que estão aí zombando da gente (…), queria dizer que estou lutando pelo meu direito, que estou trabalhando, estudei para isso. Estou aqui representando a minha equipe, por isso quero meu direito”, disse.

Até o fechamento desta matéria, nenhum deputado estadual da Casa Legislativa procurou os manifestantes. Às 10h, a ALE iniciou a sessão plenária para discussão das pautas do dia.

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