Profissionais do setor de turismo no AM cobram ajuda do Estado

Manifestação aconteceu na manhã desta terça-feira(13) em frente a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE)

Manaus – Gritando “O turismo pede socorro” e batendo panelas, os profissionais protestaram na manhã desta terça-feira (13), em frente a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE). O pedido dos manifestantes era que os governantes possam criar alternativas para diminuir os prejuízos do setor que está com suas atividades paralisadas desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março do ano passado.

Agentes e guias de turismo, motoristas, recepcionistas, tripulantes, condutores, camareiras, cozinheiros, profissionais de cooperativas, dentre outros, estavam envolvidos na manifestação. O grupo que era de cerca de 30 pessoas, reuniu-se por volta das 9h da manhã, na entrada da ALE.

“Nossa categoria foi muito afetada e o governo do amazonas não olha para nossa categoria. Nós estamos sofrendo sem trabalho, com as agencias fechadas. A gente vive sofrendo com a falta de trabalho e emprego. O turismo está fechado. Não tem uma ajuda do governo do estado do Amazonas. Então nós precisamos de ajuda”, disse o piloto de lancha João Barros.

Os profissionais também levaram outras faixas que pediam socorro ao turismo do estado e que os profissionais estavam passando fome. Uma das faixas pedia para que os políticos pudessem dialogar com a categoria para diminuir os prejuízos causados durante o período da pandemia do novo coronavírus.

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(Foto: Marcos Lima / GDC)

“A gente quer uma solução. Eu peço clemencia ao governador. Não viemos aqui para brigar, nós viemos pedir, por favor e Socorro. O Turismo está passando por dificuldades muito grandes. Nós temos família governador. Estamos passando fome. Nós pedimos a sua ajuda. Ninguém veio para brigar, nós viemos aqui para pedir dialogo e resultado. O Turismo está acabado no Amazonas. Foi o primeiro a fechar e ainda está travado e não adianta abrir as portas”, disse o empresário Geraldo Mesquita.

Geraldo, no dia 1º de março, subiu em uma árvore de cerca de 15 metros de altura na Praça da Matriz para pedir ajuda para a classe do turismo. Ele dizia que estava passando fome e estava com dificuldades financeiras.
“Quando eu subi naquela árvore lá na matriz, eu passei duas horas gritando que eu estava com fome. É porque é a realidade. Estou com 11 meses de aluguel atrasado. Já botaram a casa que eu moro a venda. Eu vou ser despejado porque nós estamos sem auxílio. Eu ouvia nas propagandas e nos comícios do nosso governador Wilson Lima, que o Turismo e a cultura, seriam prioridade no seu governo. Mas não está acontecendo”, disse Geraldo.

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Trabalhadores foram recebido pelo deputado Wilker Barreto. (Foto: Wilkinson Cardoso)

O grupo de trabalhadores foi atendido na Casa Legislativa pelo deputado Wilker Barreto (Podemos) que mediou junto ao deputado Tony Medeiros (PSD), presidente da Comissão de Turismo, Fomento e Negócios, um pedido de esclarecimento da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) sobre o socorro aos profissionais do setor.

A falta de diálogo e apoio por parte da Amazonastur foi um dos principais entraves apontados pelos guias turísticos, canoeiros, donos de agências de turismo e hotéis de selva e proprietários de vans presentes na reunião. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a criação de auxílio emergencial, a postergação do pagamento dos empréstimos e a isenção de taxas e impostos.

“A AmazonasTur é só promessa com os profissionais. Temos que encontrar soluções definitivas. Nem um auxílio emergencial tem para estes profissionais que mostram as nossas maravilhas para o mundo. Junto ao deputado Tony Medeiros vamos saber quais os tipos de socorro que a empresa de turismo pretende ajudar os profissionais”, declarou Barreto.