Remoção aérea de pacientes só com órgão em falência

Serviço de remoção aérea de pacientes do interior para Manaus é disponibilizado somente para doentes em estado crítico, com falência profunda de um ou mais órgãos, no DOE do último dia 23

Manaus – A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) gastou R$ 10 milhões em serviços de remoção aérea de pacientes do interior para Manaus, no ano passado, um custo médio de R$ 21 mil, por pessoa. O benefício é disponibilizado somente para doentes em estado crítico, com falência profunda de um ou mais órgãos, segundo a portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 23. O serviço foi oferecido a 494 pessoas em 2017.

Os gastos com as transferências dos enfermos saltaram de R$ 8,66 milhões em 2016, para R$ 10,3 milhões no ano passado, com apenas quatro pacientes a mais do que no ano anterior, segundo informou a Susam.

Os hospitais precisam esgotar os recursos para tratar ou dar continuidade ao tratamento iniciado para solicitar a transferência aérea.

Os gastos com transferências saltaram em R$ 1,64 milhão de 2016 para 2017 com apenas quatro pacientes a mais (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

De acordo com a Susam, nos dois anos, o município de Parintins foi o que mais demandou a utilização do transporte aéreo. Em 2017, foram 120 remoções e 112 no ano de 2016.

Na última terça-feira (23), a Susam publicou, no Diário Oficial do Estado, uma nova regulamentação para o uso do transporte. Conforme o órgão, o serviço de remoção área era viabilizado com uma solicitação feita diretamente à secretaria, por meio da unidade hospitalar do interior, que entrava em contato com o médico regulador responsável pela liberação ou não do serviço.

Agora, a portaria estabeleceu que o Complexo Regulador do Estado do Amazonas é o responsável pelas decisões, passando ao Complexo a função não só de decidir pelo transporte, mas também de acompanhar a situação dos pacientes e garantir leitos para que eles possam ser recebidos.

“A Portaria também estabelece que as unidades de saúde do interior passem a cumprir um Regulamento, implantando um Núcleo Interno de Regulação Hospitalar. Todas as decisões foram tomadas com o objetivo de melhorar o fluxo de atendimento e o acompanhamento dos pacientes”, afirmou a Susam, em nota.

O pedido, por si só, não é garantia de ter a remoção realizada, conforme a portaria. O médico regulador vinculado ao Serviço de Remoção responsável pelo transporte também precisa autorizar o procedimento. Já a responsabilidade pela assistência médica do paciente durante a viagem é mantida pelo médico do serviço.

No caso de cancelamento da remoção já autorizada, a equipe médica precisa notificar com antecedência o motivo ao médico regulador.

Para deixar a cidade, o paciente em estado crítico precisa, segundo o documento, ter um leito garantido, por meio do Sistema de Regulação do Ministério da Saúde (Sisreg), ou contato prévio com o contato telefônico do núcleo interno de regulação hospitalar.

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