Rio Negro começa a registrar sinais de vazante, em Manaus

O processo de vazante pode demorar até seis meses para ser finalizado, mas a esponja de água doce conhecida como cauxi, já começa a levantar próximo aos banhos e praias da capital

Manaus – O nível do Rio Negro começou a registrar os primeiros sinais de vazante, segundo a medição do nível do rio do Porto Privatizado de Manaus, a redução ocorre desde o dia 28 de junho, alcançando até esta terça-feira (3), sete centímetros a menos que a cota máxima da cheia deste ano, fechada em 28,38 metros.

O nível do Rio Negro começou a registrar os primeiros sinais de vazante, segundo a medição do nível do rio do Porto Privatizado de Manaus. (Foto: Reinaldo Okita)

O processo de vazante pode demorar até seis meses para ser finalizado, segundo a pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Luna Alves. Mas a esponja de água doce conhecida como cauxi, já começa a levantar próximo aos banhos e praias da capital.

Inicialmente, conforme a pesquisadora, o cauxi é um dos únicos impactos sofridos pela população nestes primeiros sinais da vazante. Alves explicou que, embora no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros a noroeste de Manaus) o Rio ainda esteja subindo, o comportamento do Solimões tem maior influência do Negro nos arredores da capital.

Segundo ela, a cheia deste ano em Manaus não registrou índices acima da média e, com relação a descida dos rios, a movimentação dos rios tem indicado que o Negro não deve subir novamente na capital, no fenômeno batizado de repiquete.

“A estação do porto de Manaus é bem estável, essa redução já indica sim o início da vazante, a não ser que haja um repiquete, mas por causa do comportamento do Solimões, nada indica que isso vá acontecer”, ressaltou.

No caso de São Gabriel, a pesquisadora informou que o grande volume de água do município, quando chega à Manaus encontra um leito maior para se distribuir.

“O Rio Negro é influenciado pelo Solimões. Em São Gabriel da Cachoeira está super acima da média, enquanto aqui (Manaus) está descendo. A diferença é que enquanto em São Gabriel é estreito, aqui tem mais espaço e o escoamento do Rio é maior”, disse.

O CPRM ainda não consegue prever se a vazante deste ano será uma das maiores. Segundo a pesquisa, o Serviço ainda deve acompanhar em qual mês o processo deve ser finalizado, mas Alves já adiantou que até janeiro do próximo ano a cota do Rio ainda pode cair.

A maior vazante registrada foi há oito anos, quando o Rio Negro chegou a cota de 13,63 metros em outubro de 2010.

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