Seduc não informa fim de contrato e professores perdem auxílio emergencial

Denúncia foi levada ao ar pelo programa ‘Balanço Geral Manaus’, apresentado por Clayton Pascarelli na Record TV Manaus

Manaus – Funcionários que tiveram seus contratos com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) encerrados no final do ano passado ainda não receberam o pagamento de seus direitos trabalhistas e também não puderam ter acesso ao auxílio emergencial que o governo federal disponibiliza durante a pandemia do novo coronavírus. A denúncia foi levada ao ar pelo programa ‘Balanço Geral Manaus’, apresentado por Clayton Pascarelli na Record TV Manaus (canal 36.1).

Mesmo tendo saído há quase seis meses do órgão público estadual, ex-funcionários da Seduc ainda constam como se fossem funcionários ativos, e sem receber salários.

“Não recebemos ainda nossas indenizações, que é parte de férias e outros proventos que a gente teria para receber”, revela a professora de química Márcia Rebeca, que foi funcionária da Seduc de 2016 até dezembro de 2019. Ela soube que o seu cadastro no órgão ainda estava ativo quando verificou sua situação na carteira de trabalho digital.

Mesmo com o contrato encerrado, Márcia continua a ter vínculo empregatício com a Seduc. Assim, ela e outros professores que estão na mesma situação e solicitaram o auxílio emergencial do governo negado.

E, no caso específico da professora de química, ela ainda perdeu uma bolsa de mestrado. “Recebemos a notícia há duas semanas. Eu recorri, ainda não sei qual será a decisão final, mas inicialmente a bolsa foi negada. Pelos próximos dois anos eu teria acesso a uma bolsa de R$ 1,6 mil e não vou ter mais por conta dessa situação também”, comenta Márcia.

O Sindicato dos Traballhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) cobrou um posicionamento da Seduc, por meio de ofício enviado em abril, mas ainda não obteve uma resposta oficial.

 

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