Seiscentas toneladas de lixo saem da orla

Detritos foram levados para o aterro sanitário. A limpeza fluvial retira em média 27 toneladas por dia de lixo dos igarapés, a um custo de R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos

Manaus – O transbordo de 600 toneladas de resíduos sólidos retirados do Rio Negro, pelas equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), nos últimos 30 dias, foi transportado neste domingo (16), do porto Trairi, no bairro Santo Antônio, zona oeste, até o aterro sanitário municipal, localizado no quilômetro 19 da AM–010 (Manaus – Itacoatiara).

“Isso é um prejuízo ambiental muito grande. Nós vamos começar a trabalhar uma campanha de conscientização ambiental, de preservação dos nossos rios e igarapés. É um trabalho muito caro e dispendioso, mas vamos implementar políticas públicas de conscientização para que os nossos rios e igarapés não sejam tão poluídos”, informou o prefeito David Almeida, que acompanhou a operação de transbordo.

Detritos que lotavam as balsas foram alocados em caçambas para o aterro sanitário (Foto: João Viana / Semcom)

Limpeza fluvial

De acordo com o secretário de Limpeza Urbana, Sabá Reis, diariamente a prefeitura realiza o trabalho de retirada de resíduos sólidos em toda orla da cidade. As equipes que atuam na limpeza fluvial utilizam redes, balsas e rebocadores tirando todo o lixo que é descartado de forma irregular, e que acaba poluindo os rios e igarapés.

“São 60 quilômetros de orla e nosso trabalho de limpeza é constante. Diariamente são 27 toneladas de lixo que retiramos das águas. Nossas equipes fazem ações constantes na Manaus Moderna, Educandos, Colônia Oliveira Machado e outros pontos. E tudo isso pode ser evitado com a colaboração da nossa população, em não descartar lixo irregular nos rios e igarapés”, observou.

Após a retirada dos resíduos sólidos dos rios, o material é acomodado em balsas e encaminhado ao aterro sanitário para o descarrego. No local, os resíduos sólidos são compactados e aterrados. A modalidade de limpeza fluvial retira em média 27 toneladas por dia de lixo dos igarapés, a um custo de R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos.

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