Sem definição, indicativo de greve da Saúde será votado em assembleia

A informação foi confirmada pelo diretor de saúde do Sindpriv-AM, José Picanço. Cerca de 200 pessoas participaram do manifesto, que fechou a Avenida Mário Ipiranga, nesta terça-feira (22)

Manaus – Terminou sem uma definição a reunião sobre o atraso dos salários dos trabalhadores de dez empresas terceirizadas da saúde do Estado, nesta terça-feira (22). Após a manifestação, que fechou a Avenida Mário Ipiranga, nesta manhã, um novo encontro entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), as empresas e representantes dos profissionais foi marcada para quinta-feira (24). Segundo os trabalhadores, há cinco meses a remuneração não é paga pelas cooperativas.

Um indicativo de greve vai ser decidido pela categoria, caso não termine o impasse até sexta-feira (25), segundo informou o diretor de saúde do  Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), José Picanço.

Na próxima quinta-feira (31), cerca de 70% da categoria pode parar os serviços se as remunerações atrasadas não forem pagas, informou o Sindipriv. “Na sexta, haverá uma reunião com o MPT sobre o que foi definido na quinta. Aí vamos reunir a comissão para decidir sobre a greve”, informou Picanço.

Cerca de 200 pessoas participaram do manifesto, nesta manhã de terça. Com palavras de ordem, os manifestantes ainda reclamaram do repasse para o Carnaval, onde cada escola de samba recebe R$ 1,5 milhão. “A mesma prioridade que se dá para o Carnaval, melhor deveria ser com a saúde e não é isso que acontece”, afirmou um dos manifestantes, Alessandro da Silva, 32.

Terceirizados da Saúde fecharam parte da Avenida Mário Ypiranga, nesta terça-feira (22) (Foto: Divulgação/Gisele Araújo)

Nota

Em nota, o vice-governador e secretário estadual de Saúde, Carlos Almeida, disse que o governo vem tomando as providências para resolver a questão dos atrasos de salários que, de acordo com ele, foram herdadas.

Almeida questionou a manifestação de técnicos de enfermagem, uma vez que, segundo ele, recebeu a demanda do sindicato em reunião com a diretoria há exatos oito dias e encaminhou todas para a tomada de providências.

“Esse compromisso não é somente com o sindicato, mas com todos os trabalhadores e queremos dizer que existe um atendimento técnico sendo feito nesse sentido junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e outras instâncias”, disse Almeida.

Por outro lado, os manifestantes informaram que na reunião com a Susam, o órgão se comprometeu apenas em pagar os salários referentes ao ano de 2019. O retroativo, segundo Rosiane Ribeiro, técnica de enfermagem que trabalha na rede estadual, ainda seria negociado.

Na nota, a Susam afirmou que a Sefaz, está fazendo a análise financeira e orçamentária para os pagamentos de dívidas herdadas pela atual gestão. “Anotamos as providencias, dissemos que íamos fazer a análise financeira com a Fazenda e a reunião com o MPT, que já está marcada. Por isso, não se compreende o motivo do protesto”, justificou o secretário.

***Matéria atualizada às 14h26