Sem UTI, Hospital Nilton Lins pede transferência de paciente para 28 de Agosto

O pedido de número 119 consta no site do Complexo Regulador do Amazonas (SisReg) e apresenta o pedido em caráter de urgência

Manaus – Com cinco dias de inaugurado, o Hospital de Retaguarda Nilton Lins parece não ter estrutura suficiente para atender as demandas de pacientes que precisam de internação por conta do novo coronavírus (Covid-19). Nesta terça-feira (21), conforme consta no site do Complexo Regulador do Amazonas (SisReg), o hospital do Estado solicitou, em caráter de urgência, a transferência de uma paciente para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, por falta Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No espelho ao qual o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) teve acesso, consta o pedido de número 119, em que uma paciente de 76 anos, “em estado grave e ocupando a vermelha da unidade, necessita de transferência a leito de UTI, indisponível em nossa unidade, motivo pelo qual solicitamos a transferência urgente”.

Ainda conforme o espelho, a causa de internação é o código B34, que corresponde a doenças por vírus de localização não especificada. Ela foi internada no mesmo dia em que o hospital de retaguarda começou a funcionar, no último sábado (18).

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O governador Wilson Lima no hospital de retaguarda (Foto: Reprodução)

A unidade de saúde, montada pelo Estado, foi reprovada nos relatórios do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) e Departamento de Vigilância Sanitária de Manaus (DVisa).

Também no último sábado, data de início do funcionamento do hospital, o vereador Marcelo Serafim contestou a eficiência de ventiladores adquiridos pelo governador Wilson Lima para equipar a unidade de saúde. Os aparelhos que em média custam R$ 15 mil, cada, foram adquiridos por mais de R$ 100 mil, cada.

O GDC pediu esclarecimentos da Secretária de Saúde do Amazonas (Susam) e aguarda retorno.

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