Servidores da Funasa realizarão ato para pedir reestruturação do órgão

Sindicato afirma que os trabalhadores estão sob ameaça de ter seus ganhos reduzidos

Manaus – Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) realizam, nesta quarta-feira (28), assembleia e ato público em frente à sede do órgão, no bairro da Glória, zona oeste de Manaus.

(Foto: Divulgação)

“A Funasa não foi extinta, mas eles não a reestruturaram, de fato. Nós queremos a reestruturação da Funasa, que o órgão tenha um superintendente titular. Queremos mais, que seja da casa. Essa é a nossa posição”, afirma o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Walter Matos.

Ele ressalta que as trabalhadoras e trabalhadores da Funasa estão sob ameaça de ter seus ganhos reduzidos. Quando o órgão foi extinto, servidores passaram a responder ao Ministério da Saúde.

“Estamos trabalhando com um requerimento para encaminhar ao presidente da Funasa, porque os servidores do órgão correm risco de perder a gratificação de desempenho. A AGU já tem se manifestado nesse sentido. Se você sai de um órgão para o outro, você perde sua gratificação de desempenho. Por isso, é urgente que todas as servidoras e servidores preencham esse documento para mandar para o presidente da Funasa”, destaca.

O sindicalista lembra que a escolha do dia 28 é estratégica para manter a mobilização da categoria no mesmo dia em que haverá a reunião da Mesa Nacional de Negociação. De um lado, o governo, do outro, as entidades sindicais.

Entenda as propostas do governo e das entidades

A proposta devolutiva do governo, criticada pelas entidades sindicais, é de não pagar reajuste em 2024 e repassar 9% em duas parcelas, em 2025 e 2026. A mesma proposta inclui aumentar o auxílio-alimentação de R$ 658 para R$ 1mil; a contrapartida dos planos de saúde de R$ 144 para R$ 215; e o auxílio-creche de R$ 321 para R$ 484,90.

As entidades apresentaram uma contraproposta unificada para todo o conjunto de servidores, que será discutida pela mesa no dia 28. Ela divide o reajuste para dois blocos: o primeiro receberia um reajuste de 34,32% em três parcelas a serem pagas em 2024, 2025 e 2026. Já o segundo, de 22,71%, a ser pago em três parcelas em 2024, 2025 e 2026.

O primeiro bloco se refere aos servidores federais que, em 2015, fizeram acordos para receber reajuste por dois anos (2016 e 2017). Já o bloco dois é referente aos servidores federais que, em 2015, fecharam acordos para receber reajustes entre 2016 e 2019, o que fez com que tivessem um repasse maior e uma menor defasagem.

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