Servidores da Susam querem negociar reajuste de 30% com governo

Os profissionais reivindicam o reajuste no salário que não é concedido há quatro anos, segundo o Sindsaúde-AM, além da efetivação do plano de cargos, carreiras e remuneração

Manaus – O Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas (Sindsaúde-AM) vai se reunir, na próxima quinta-feira (5), com representantes do governo para negociar o salário dos servidores que não é reajustado há quatro anos. Segundo a presidente do sindicato, Cleidinir Francisca do Socorro, a categoria pede 30% de reajuste.

“O governo irá nos apresentar uma proposta sobre as nossas solicitações de reajuste salarial, valorização do ticket alimentação e sobre o Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR) instituído em 2010, mas que não chegou a ser consolidado”, disse a presidente.

Ao ser questionada sobre a infraestrutura e condições de trabalho nos hospitais e unidades de saúde do Estado, a sindicalista conta que reconhece a precariedade, porém a pauta da categoria está relacionada a questões econômicas.

“Discutimos todos os problemas relacionados à saúde, mas a nossa pauta atual é o reajuste. A saúde está abalada, reconhecemos a precariedade das estruturas dos hospitais, a falta de materiais, mas a nossa pauta é voltada ao salário”, comentou.

Na última semana, o presidente do Conselho de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam), José Sobrinho, fez uma série de denúncias sobre a falta de algodão, próteses e até das roupas obrigatórias que são usadas pelos médicos em cirurgias nos pronto-socorros. Cerca de 85% das reclamações que chegam ao Conselho, segundo o presidente do órgão, estão relacionadas à falta de estrutura nos hospitais do Estado.

Direção do sindicato

A direção do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas (Sindsaúde-AM) esclareceu, durante coletiva de imprensa, nesta terça-feira (3), que a assembleia convocada no dia 31 de março para destituir a direção atual do sindicato é ilegal. O mandato da atual gestão é assegurado até 2020.

De acordo com a presidente do Sindsaúde-AM, Cleidinir Francisca do Socorro, a assembleia foi formada por um grupo sem embasamento ou respaldo legal para tratar sobre destituição da diretoria do sindicato. “Eles querem atrapalhar as negociações que estão acontecendo, mas eles não têm esse direito”, relatou.

Segundo o advogado do Sindsaúde-AM, Jorge Guimarães, uma assembleia só pode ser convocada pela presidência do sindicato. “Quem chama para assembleia é o comando. A assembleia também pode ser solicitada por associados, mas isso não aconteceu. A direção continua e seguem as negociações com o governo”, explicou.

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