Simeam denuncia falta de materiais essenciais

Presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas reportou denúncia, onde alertou que faltam itens essenciais nas unidades de saúde do Estado diante da pandemia de coronavírus

Manaus – O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, denunciou, nesta quinta-feira (19), ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), a falta de insumos básicos nas unidades de saúde do Estado, diante da pandemia do Covid-19. “Não é possível que a gente vá para a guerra sem as condições mínimas adequadas. A situação é muito grave, a perspectiva de a coisa piorar é real. A gente não quer fazer histeria, alarmismo, mas os fatos são esses”, disse.

Para o presidente do Simeam, falta uma ação completa por parte do Estado.

Segundo o Simeam, dos 400 leitos no Hospital Delphina Aziz, apenas cem funcionam (Foto: Reinaldo Okita/Arquivo DA)

De acordo com Viana, a falta de equipamentos de prevenção individual já acontece há, pelo menos, mais de um ano. Entre os materiais que estão em falta, Viana listou máscaras, aventais, gorros e luvas descartáveis, além de álcool em gel, papel e sabonete.

“Isso sempre faltou nas unidades de saúde do Estado. Ninguém tá inventando nada. Agora, com essa crise da pandemia do coronavírus, a tendência é só piorar. Então, se já faltava antes, agora, tá faltando mais. A nossa sugestão é que o Estado corra atrás e corrija isso. Eu quero que os médicos sejam protegidos para poder atender de maneira adequada aos pacientes que precisam”, disse.

Viana afirmou que, na manhã desta quinta-feira, o sindicato recebeu a informação de que, por conta da falta de estrutura básica, alguns médicos comentam parar os atendimentos, o que ele não acha adequado diante do momento de crise em que o Estado está passando, e pelo compromisso com a sociedade.

“O que estão dizendo que está funcionando, não me parece que esteja funcionando. O Delphina (Hospital Delphina Aziz) há tempos, para mim, é a maior enganação da saúde do Amazonas. Um hospital com 400 leitos, que só funcionam cem, será que agora na crise vai funcionar tudo?”, indagou.

Sindicato vai instruir

Conforme Viana, um folheto informativo para os profissionais da saúde está sendo concluído. O sindicato pretende, nos próximos dias, visitar hospitais e distribuir a informação aos médicos.

“Espero que as autoridades de saúde e instituições não dificultem a entrada do sindicato de forma ordeira para fazer esse trabalho. Mas, nós temos tido muita dificuldade, por parte da Susam, principalmente, até às vezes com o aval do Conselho de Medicina, de impedir a gente de fazer o nosso trabalho”, acrescentou.

Para o médico, ainda é possível controlar a doença no País, levando em consideração as questões climáticas.

A reportagem entrou em contato com a Susam, mas não obteve respostas até o fechamento desta edição.