Simeam faz pedido de intervenção na Saúde

O presidente do Simeam, Mário Viana, defende intervenção federal técnica no Estado, por conta do cenário caótico causado pela superlotação dos hospitais devido à pandemia da Covid-19

Manaus – A situação da saúde do Amazonas exige uma intervenção federal técnica no setor, por conta do cenário caótico causado pela superlotação dos hospitais devido à pandemia da Covid-19. A proposta é do presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana. O dirigente defendeu a medida junto à equipe do Ministério de Saúde que está em Manaus para acompanhar crise. Além de cobrar intervenção técnica, o especialista também fez duras críticas à gestão do governo na saúde e pontuou situações que poderiam ter sido evitadas.

“A saúde do Estado que se encontra caótica, em cenário de guerra, merece intervenção na gestão em todos os pontos necessários, inclusive na parte financeira e de recursos humanos. Essa intervenção se daria por meio dos técnicos do Ministério da Saúde indicados pelo ministro que assumiriam os postos chaves de gestão no comando da saúde no Estado, fazendo o trabalho da gestão pública”, pontuou o presidente do Simeam.

Mário Viana deu entrevista ao programa AMAZONAS DIÁRIO (Foto: Jael Lucena/Divulgação)

Viana comentou sobre a reunião realizada nesta segunda-feira (4), pela manhã, entre o governador Wilson Lima e o prefeito de Manaus David Almeida, com a equipe do Ministério da Saúde. A reunião abordou ações do governo sobre o plano de contingência de enfrentamento à Covid-19. O presidente do Simeam disse que a reunião foi muito curta com relação ao ‘tamanho’ do problema.

O especialista também afirmou que poucas medidas foram tomadas durante a gestão que seriam essenciais para evitar o cenário atual da saúde do Estado. “Acredito que foi 50% de incompetência e 50% de falta de gestão. Não deveria ter se desprezado todos os estudos que foram feitos de que a segunda onda teria muitas chances de acontecer. Algumas coisas do tratamento a gente aprendeu com os erros, inclusive de outros países, mas parece que a questão do planejamento e na gestão não aprendemos muito” criticou.

A superlotação dos hospitais também foi destacada por Viana. Ele frisou que o problema já é recorrente há muitos anos e que o Sindicato dos Médicos do Amazonas já havia alertado para a importância de um hospital de campanha.

“Eu já tinha colocado que há necessidade de se ter um hospital como o Delphina (Aziz) há um tempo. O secretário (de Saúde Marcellus Campello) ensaiou alguma crítica a mim nessa reunião porque eu estava cobrando que o hospital funcionasse em sua plenitude e que só agora está funcionando porque precisa. Desculpe secretário Marcellus, mas a superlotação das unidades já vem acontecendo há muitos anos. Mas o governador assumiu, disse que ia resolver todas as ‘broncas’… e não resolveu nada, inclusive algumas coisas acho que piorou, a saúde é uma delas”, criticou o presidente do Sindicato dos Médicos.

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