Sindicato da educação ameaça estado de greve para a próxima semana

Os profissionais da educação decidiram recusar novamente a proposta de reajuste feita pelo governo do Estado (que oferece 3,93%), e devem decidir pela instauração do estado de greve da categoria, na próxima terça-feira (9), em assembleia geral

Manaus – Após paralisação ocorrida nesta terça-feira (2), os profissionais da educação decidiram recusar novamente a proposta de reajuste feita pelo governo do Estado, no qual oferece 3,93%, e devem decidir pela instauração do estado de greve da categoria, na próxima terça-feira (9), em assembleia geral. O local e horário da reunião ainda não foram definidos e devem ser divulgados nos próximos dias.

Nesta terça-feira, os profissionais fizeram uma paralisação de advertência, que fez com que as atividades nas escolas estaduais fossem interrompidas, na capital e no interior do Amazonas. Além da paralisação, a categoria realizou, ainda, uma manifestação, em frente à sede do governo do Estado, reivindicando o reajuste salarial de 15%.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, afirmou que mais de mil trabalhadores recusaram novamente a proposta. Segundo ela, a categoria já reuniu com o secretário de Fazenda e já escutou todas as explicações a respeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Agora, a categoria busca um diálogo com o governador do Estado.

“O que nós buscamos, hoje, foi solução para este impasse que está no percentual de reajuste salarial. Buscamos abrir uma mesa de negociação com o próprio governador, desde o dia 2 de janeiro, e ainda não conseguimos. Esperamos que ele, em um momento de sensatez, esteja atendendo aos trabalhadores”, disse.

Segundo a presidente do Sinteam, a categoria tenta abrir uma mesa de negociação com o próprio governador, desde o dia 2 de janeiro, mas ainda não conseguiu (Foto: Raquel Miranda/GDC)

Conforme a presidente, na próxima terça-feira, a categoria discutirá as questões referentes à greve, cumprindo, ainda, todas as questões jurídicas para decretar o estado de greve.

“Os trabalhadores da educação abrem essa questão da negociação com o Estado, porque nossa data-base é em 1º de março. Entretanto, os demais trabalhadores, também estão em busca disso”, acrescentou.

Além da alteração salarial, o sindicato reivindica a distribuição do vale-transporte para todos os componentes da categoria, ampliação do plano de saúde para os aposentados, progressões horizontais, por tempo de serviço, e verticais, relacionadas à titularidade.

Em nota, emitida na manhã desta terça, a Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM) informou que tem se mantido aberta ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do governo em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação do Estado.

A secretaria esclareceu, ainda, que as pautas das categorias apresentadas não se encerraram com as garantias firmadas da reposição de 3,93% e as progressões horizontais, que representam ganhos de 2%; e verticais que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%.

“Todas as outras pautas estão sendo analisadas e poderão ser atendidas em curtos, médios e longos prazos, conforme já foi colocado aos representantes que tiveram sua quarta reunião com o secretário de Estado de Educação, Luiz Castro”, finalizou.

Anúncio