Sindicato dos Médicos do AM denuncia situação ‘caótica e lamentável’ dos hospitais em Manaus

A presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar, denunciou, na manhã desta quarta-feira (7), em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o resultado da fiscalização realizada nos hospitais da capital

Manaus – A presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar, denunciou, na manhã desta quarta-feira (7), em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o resultado da fiscalização realizada nos hospitais da capital. De acordo com médica, a situação nas unidades de saúde é “caótica e lamentável”.  Representantes das categorias da Educação e Segurança Pública também estiveram presentes na sessão para pedir apoio dos deputados às reivindicações dos servidores públicos estaduais.

Sicchar afirmou que, em visita ao Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na zona sul, foi identificada superlotação na unidade, falta de materiais hospitalares, medicamentos e falta de estrutura básica para atender aos pacientes.  A médica destacou que o atendimento aos idosos é ainda mais preocupante.

Sicchar afirmou que, em visita ao Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na zona sul, foi identificada superlotação na unidade (Foto: Thiago Modesto)

“Tinham 56 pessoas empilhadas, uma do lado da outra. Cirurgias perto de infecção, com alta contaminação, sem condições nenhuma de manter aquelas pessoas. A sala de medicação, que você deveria entrar e sair, há mais de 30 pessoas sentadas, feito leitos, pessoas deitadas no chão”, afirmou a médica.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) afirmou que acompanhou a visita ao HPS 28 de Agosto, e disse que a unidade, assim como os demais hospitais do Amazonas “são, literalmente, hospitais de guerra”. Para ele, o Governo tem tratado o povo de forma “desumana”, com falta de insumos nas unidades de saúde e atrasos salarias dos profissionais.

“Eu me impressiono mais, porque não sou médico, mas quando eu vejo uma médica impressionada é porque o negócio é caótico. O Governo não pode fazer um cabo de guerra achando que é uma disputa de categorias. São vidas que estão em jogo, de um Estado que tem superávit de receita e devolve um serviço de forma vergonhosa e criminosa”, disse o parlamentar.

Categorias pedem apoio de parlamentares

Os representantes de sindicatos e associações das categorias da Saúde, Segurança Pública e Educação estiveram na ALE-AM para pedir o apoio dos parlamentares na mediação de um diálogo com o Governo do Estado.

Para o deputado Wilker Barreto este é o papel da Assembleia. Segundo ele, revogar a lei dos reajustes não significa que terá aumento no próximo ano, mas que o diálogo com as categorias precisa ser mantido.

“Essa lei que passou aqui na Assembleia é uma mordaça e, na democracia, isso não cabe. Agora, o Governo não pode ser intransigente. Com essa queda de braço quem perde é o povo”, acrescentou.

Nesta quinta-feira (8), a partir das 7h, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp) se concentrará em frente à sede do Governo do Estado, no bairro Compensa, zona oeste da capital, para a deflagração da greve. A partir das 9h, as categorias realizarão um ato público e aguardarão um diálogo por parte do governo.

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