Sindicato dos Médicos pede intervenção federal na Saúde do AM e critica mudança no comando da pasta

A nota, emitida na manhã deste sábado (11) e assinada pelo médico Mário Viana, faz observações sobre o colapso no sistema de saúde

Manaus – O Sindicato dos Médicos do Estado (Simeam) emitiu, na manhã deste sábado (11), uma nota assinada pelo médico Mário Viana, presidente do sindicato, em que pede a intervenção do governo federal na Saúde do Amazonas, reforça o descontentamento dos profissionais da saúde com o governo estadual e questiona a troca do secretário de Saúde, Rodrigo Tobias por Simone Papaiz, nesta quarta-feira (8), feita pelo governador Wilson Lima.

Na nota, o sindicato faz um paralelo entre o Pará e o Amazonas. “Ao contrário do Pará, que historicamente constrói de dentro para fora suas alternativas, o Amazonas segue a sina de importar soluções que, na maioria das vezes, não correspondem as nossas necessidades”, se referindo a secretária Simone Papaiz, oriunda de São Paulo.

Ainda de acordo com a nota, para a classe dos trabalhadores, Simone “desconhece a realidade epidemiológica e geográfica da Amazônia e, principalmente, do Amazonas, que tem mais de 4 milhões de habitantes”.

O sindicato também alerta que “a nova titular da Susam tem ligações com políticos e empresas do setor de medicamentos, além de atuar firma na implantação de Organizações Sociais (OSs), modelo de gestão hospitalar que lidera casos de corrupção em várias cidades do País”.

A nova secretária de Saúde, Simone Papaiz (Foto: Reprodução/Facebook)

Reforço

Em paralelo, o Simeam reforça que o Amazonas possui profissionais altamente qualificados e renomados nas áreas da medicina tropical e infectologia e conhecedores de realidades da região, que poderiam contribuir de forma significativa não somente no combate ao Covid-19, como também em todos os processos de gestão da saúde pública do Amazonas”.

O documento finaliza dizendo que tem recebido informações sobre o real colapso do sistema público de saúde nos grandes pronto-socorros, SPAs e maternidades. “Neste cenário, a entidade de classe sugere ao governo estadual que solicite intervenção federal, além do apoio das forças armadas e a imediata instalação de um comitê de crise ampliado”.

Confira a nota oficial:

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