Sinteam faz caminhada para greve da educação que está suspensa pela Justiça

Debaixo de chuva, gritando palavras de ordem, munidos de cartazes os trabalhadores participaram da ‘marcha da sombrinha’, mesmo após liminar judicial suspendendo a paralisação

Manaus – Pelo menos 1 mil trabalhadores da rede estadual de educação participaram da caminhada de deflagração da greve da categoria, na manhã desta segunda-feira (15). Debaixo de chuva, gritando palavras de ordem, munidos de cartazes, mesmo com uma liminar da Justiça de impedir a greve, os trabalhadores seguiram da Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia) até à Praça da Matriz, no Centro da capital, numa ‘marcha da sombrinha’. A atividade foi liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). Já Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou estar aberta ao diálogo.

O sindicato pede 15% de reajuste salarial e o governo oferece 3,93%, alegando impedimento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Na tarde desta segunda, o comando de greve vai reunir nas zonas da cidade para definir as atividades do movimento paredista para os próximos dias.

“Os pais não devem se preocupar porque o calendário permite a reposição dos dias parados. Logo, não haverá perda de conteúdo para os estudantes”, afirmou o secretário de finanças do Sinteam, Cleber Ferreira.

Negociação

Em nota, o Governo do Amazonas informou que tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes dos servidores da área de educação e que a decisão da Justiça, que atende um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em relação ao indicativo de greve de entidades sindicais, tem como objetivo assegurar o funcionamento da rede estadual de ensino e não prejudicar os 420 mil alunos que atualmente são atendidos pela rede.

Nas negociações com a categoria, o Governo do Amazonas, que em janeiro fez o pagamento de 9,38% da data-base de 2016, tem apresentado propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação e já assegurou a eles o pagamento de 3,93% referente à data-base de 2019, assim como fez com os servidores da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados da Polícia Civil.

Em razão da situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, impedindo a oferta de percentuais maiores de reajuste.

Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.

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